Golpista finge ser médico para extorquir familiares de pacientes em hospital do Paraná
Homem utilizou nome de profissional de saúde para enganar hospital e cobrar Pix sob ameaça de demora de medicamentos do SUS
Um homem se passou por médico e enganou um hospital de Laranjeiras do Sul, no Paraná, solicitando dados de pacientes e cobrando pagamentos via Pix. Caso ainda está sob investigação, e episódio semelhante aconteceu meses antes em Toledo.
Um caso de estelionato envolvendo a suposta atuação de um homem que se passou por médico para enganar um hospital do Paraná foi registrado na manhã deste sábado, em Laranjeiras do Sul, na região central do estado. Segundo informações obtidas junto à Polícia Militar, a tentativa de golpe ocorreu no Hospital São Lucas, quando um indivíduo ligou para a instituição alegando ser funcionário da Central de Leitos, sistema que gerencia as vagas de internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda de acordo com a PM, usando um nome de médico, ele solicitou a uma funcionária a confirmação de dados de pacientes na fila de regulação, uma etapa que organiza a administração de leitos hospitalares para pacientes do SUS.
Após a confirmação dos dados, familiares dos internados passaram a receber mensagens e ligações do mesmo número, em que o golpista se identificava como o mesmo médico. Nessa ocasião, ele pediu transferências de dinheiro via Pix, alegando que precisaria pagar por medicamentos cuja demora de entrega pelo SUS, segundo ele, seria de até três dias. Para dar veracidade à história, ele afirmou que a compra urgente seria necessária e que, por isso, os familiares deviam realizar transferências financeiras, o que levou pelo menos uma pessoa a fazer um pagamento de R$ 554. A vítima só percebeu que havia sido enganada quando o criminoso tentou solicitar um novo Pix e a transação não foi aprovada pelo banco.
A Polícia Militar foi acionada e registrou boletim de ocorrência na própria unidade. Ainda não há confirmação oficial de investigação ou de suspeitos, e o hospital ainda não se pronunciou sobre o episódio. A situação gerou preocupação, pois a ação demonstra que criminosos estão usando a identidade de profissionais de saúde para aplicar fraudes em famílias de pacientes, especialmente em momentos de vulnerabilidade emocional. Além do caso de Laranjeiras do Sul, há ainda um registro de golpe semelhante ocorrido quatro meses antes na cidade de Toledo, na mesma região do Paraná.
Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, naquela ocasião, o mesmo modus operandi foi utilizado por golpistas que se passaram pelo nome de um médico de cuidados paliativos, entrando em contato com pacientes internados na rede municipal de saúde e solicitando transferências para pagamento de remédios ou procedimentos urgentes. A prefeitura local chegou a emitir nota oficial reforçando que nenhuma unidade de saúde pública solicita pagamentos fora do sistema oficial, destacando o caráter fraudulento dessas chamadas sob a alegação de pagamentos emergenciais por Pix.
Essa prática de golpes, ainda sob investigação, mostra uma tendência preocupante, já que estelionatários estão usando a confiança das famílias e nomes de profissionais para manipular as vítimas. A polícia também investiga a possibilidade de que os criminosos estejam trocando números de telefone nas ligações, dificultando o rastreamento e aumento do risco às vítimas. Ainda não há informações sobre se algum suspeito foi identificado ou se há um grupo envolvido, mas o episódio reforça a necessidade de atenção e de confirmarem a veracidade de qualquer demanda financeira relacionada a hospitais e profissionais.
O que sabemos?
- Golpista se passou por médico e ligou para hospital do Paraná.
- Ele solicitou confirmação de dados de pacientes na Central de Leitos.
- Familiares receberam mensagens e ligações pedindo Pix para pagar medicamentos.
- Ao menos uma pessoa realizou pagamento de R$ 554.
- Crime foi registrado na manhã de sábado e está sob investigação.
- Golpes semelhantes ocorreram 4 meses antes em Toledo, usando o mesmo nome.
- Prefeitura de Toledo já alertou sobre fraudes e avisou que unidades públicas não cobram por fora.
Fontes
- G1 imprensa





