Policial

Família de sargento morto em quartel celebra condenação de policiais, mas mantém esperança por prisão.

Em apuração ?

Decisão da Justiça Militar condena capitão e cabo por homicídio em São Paulo, enquanto familiares aguardam cumprimento de pena.

Família do sargento Rullian, vítima de homicídio por policiais militares em São Paulo.
Imagem: G1

A Justiça Militar condenou capitão e cabo pela morte do sargento Rullian Ricardo da Silva, ocorrida em um alojamento da Polícia Militar em São Paulo, em abril de 2023. Família sente alívio com a sentença, mas reforça que só está satisfeita com presos.

Segundo relato de familiares, a condenação do capitão Francisco Carlos Laroca Júnior a 22 anos de prisão e do cabo Fabiano Rizzo a 17 anos representa um passo importante na busca por justiça após a morte do sargento Rullian Ricardo da Silva, que tinha 40 anos e atuava na Polícia Militar há 17 anos. O crime aconteceu em 6 de abril de 2023, dentro de um alojamento da polícia em São Paulo, após uma discussão envolvendo a escala de trabalho, relacionada ao feriado de Páscoa. Na ocasião, Rullian, insatisfeito com a organização do plantão, havia informado ao capitão que queriam folgar para visitar a família em Franca, mas foi comunicado de que deveria cumprir o serviço, o que gerou o conflito. Segundo apuração, após a discussão, os policiais afirmaram que tiveram que agir em legítima defesa: o capitão teria efetuado três disparos após Rullian sacar uma arma, enquanto o cabo teria atirado uma vez. A vítima foi atingida no pescoço e no tórax e morreu no mesmo local. Ainda segundo informações do órgão de Justiça Militar, um revólver calibre 32 foi encontrado sob a coberta do beliche onde Rullian estava baleado, mas a versão de legítima defesa foi contestada pela família, que afirma que a vítima não portava arma no momento. A condenação agora é vista pelos familiares como um avanço, mas ainda não encerrada: eles destacam que os réus podem recorrer da sentença em liberdade, o que mantém a esperança de que eles cumpram a pena na prisão. "Ainda não acabou", reforçou uma das familiares, segundo relato da fonte, que destacou que só estarão verdadeiramente satisfeitos quando os policiais estiverem presos. Os advogados de defesa de ambos os réus confirmaram que vão recorrer da condenação, alegando que há dúvidas sobre as provas e buscando uma possível absolvição. O Conselho Especial de Justiça da 4ª Auditoria Militar, responsável pelo julgamento, também condenou o capitão a uma pena adicional de 11 meses de detenção por fraude processual, enquanto o cabo foi condenado a seis meses pelo mesmo crime, ambos em regime inicial aberto. Ainda não há informações sobre uma possível prisão imediata dos condenados, e o clube não se pronunciou oficialmente sobre o caso, que continua sendo pauta de debates sobre a fiscalização e o comportamento de policiais perante às suas próprias hierarquias.

Publicidade

O que sabemos?

  • A condenação dos policiais ocorreu em julgamento realizado pela Justiça Militar.
  • O crime aconteceu em 6 de abril de 2023, em um alojamento policial em São Paulo.
  • Rullian tinha 40 anos, era sargento há 17 e pretendia folgar no feriado de Páscoa.
  • Capitão Laroca foi condenado a 22 anos, cabo Rizzo a 17 anos de prisão.
  • Os réus podem recorrer da sentença em liberdade.

Fontes

  • G1 imprensa
Publicidade