Policial

Família processa Texas após morte vinculada à proibição do aborto

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Processo questiona a legislação que limita ações médicas em emergências na luta pelo direito ao aborto

Imagem ilustrativa relacionada ao debate sobre aborto no Texas
Imagem: Folha de S.Paulo

A tia de uma jovem que morreu após solicitar aborto devido à pré-eclâmpsia entrou com ação alegando que a proibição no Texas contribuiu para o óbito.

Uma família do Texas está movendo uma ação judicial contra o estado, alegando que a proibição do aborto contribuiu diretamente para a morte de uma jovem de 15 anos, que veio a falecer após uma emergência médica em San Antonio. Segundo informações divulgadas por fontes próximas, a garota havia sido enviada para casa pelo hospital com um diagnóstico de pré-eclâmpsia, mas infelizmente não resistiu e foi encontrada morta no aniversário de 15 anos do próprio filho. A tia da jovem, Latanya Walker, protocolou na terça-feira (15) um processo contra o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, e outros responsáveis, argumentando que a lei que restringe o aborto impediu a jovem de obter um procedimento que, segundo seu advogado, era necessário, pois ela havia solicitado sua realização ao médico diante do risco de vida.

De acordo com o advogado da família, Walker buscou o aborto após o diagnóstico, mas a lei estadual proíbe a prática, salvo em casos de emergência médica. A ação apresentada na Justiça estadual ressalta que a legislação na prática não oferece uma exceção eficiente para essas situações, uma vez que os profissionais de saúde podem ser processados, multados ou perder a licença se utilizarem essa justificativa. Tal argumento reforça a crise enfrentada por mulheres e jovens que, devido à legislação rígida, têm dificuldade de acesso a abortos seguros em momentos de risco à vida ou à saúde.

Segundo fontes, essa não é a primeira ação de contestação à lei do Texas, considerada uma das mais restritivas do país. Outras mulheres já tentaram judicialmente impedir que seus direitos fossem negados em situações extremas, mas muitas dessas ações foram rejeitadas ou barradas pelos tribunais estaduais. Ainda não há confirmação oficial de que o caso específico da jovem será aceito ou terá desdobramentos legais em curto prazo, pois a legislação e suas interpretações continuam sendo alvo de debates e processos judiciais complexos.

Por ora, o que se sabe é que a morte da adolescente na situação gerou uma nova onda de questionamentos sobre a efetividade e a humanidade das atuais leis de aborto no Texas, que permanecem sendo uma das mais severas do país, em meio a um cenário nacional de forte disputa entre posições pró e contra o procedimento.

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O que sabemos?

  • Uma jovem de 15 anos morreu após uma emergência de pré-eclampsia no Texas.
  • A jovem teria solicitado um aborto, mas a lei estadual impede a prática na maioria dos casos.
  • A morte ocorreu após ela ser enviada para casa pelo hospital, sem o procedimento requisitado.
  • A tia da jovem processou o Estado do Texas, acusando a legislação de contribuir para a fatalidade.

Fontes

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