Policial

Corredor de rua morre após atropelamento em Boa Vista; motorista é preso por suspeita de embriaguez

Em apuração ?

Atleta com deficiência auditiva foi atingido enquanto treinava e teve morte encefálica confirmada um dia após o acidente

Corredor de rua sendo atendido após atropelamento na avenida Ville Roy em Boa Vista
Imagem: ge

Geovanni Gameiro Gonzaga da Silva, de 43 anos, morreu um dia depois de ser atropelado na avenida Ville Roy. Motorista que o atingiu foi preso por dirigir sob efeito de álcool e agora deve responder por homicídio.

Na manhã da sexta-feira (2), um atleta corredor de rua com deficiência auditiva, Geovanni Gameiro Gonzaga da Silva, de 43 anos, foi vítima de um atropelamento na avenida Ville Roy, no bairro Caçari, em Boa Vista. Segundo informações apuradas junto à Polícia Militar, Geovanni fazia seu aquecimento na lateral da via, próximo a uma academia, quando foi atingido por um carro dirigido por Mayron da Silva Soares, de 28 anos, por volta das 5h40. O impacto foi tão forte que o atleta foi arremessado contra um veículo estacionado na rua, apresentando sangramento intenso e uma lesão na cabeça.

Conforme a polícia, o motorista fugiu do local sem prestar socorro, mas foi localizado minutos depois em seu carro, parado próximo a um loteamento próximo ao local do acidente. Mayron teria declarado às autoridades que consumia bebidas alcoólicas desde as 18h do dia anterior e se recusou a fazer o teste do bafômetro, o que foi confirmado pelos policiais. Ainda segundo a Polícia Militar, o suspeito apresentava sinais de embriaguez. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo juiz na mesma sexta-feira, a pedido do Ministério Público. A pena prevista para o crime de lesão corporal culposa na direção de veículos, sob efeito de álcool, e ocasionando lesão grave é de dois a cinco anos de reclusão.

Geovanni foi levado ao Hospital Geral de Roraima (HGR), onde permaneceu internado até a confirmação, às 22h25 de sábado, de morte encefálica pela equipe médica. Segundo profissionais do hospital, esse diagnóstico indica a interrupção de todas as atividades cerebrais e do tronco encefálico, norma padrão adotada pelo Conselho Federal de Medicina e Ministério da Saúde após exames que avaliam a ausência de funções cerebrais.

Quem era Geovanni? Segundo fontes próximas, ele integrava o grupo de corrida 'Runners Team' até 2022, e em 2026 ajudou a fundar o 'Bando de Corredores', grupo que se dedica à prática da corrida para pessoas com deficiência. No ano atual, ele disputou a Corrida 9 de Julho na categoria Atleta com Deficiência, chegando na 11ª colocação. A perda do atleta gerou luto em grupos de corrida locais, que destacaram seu papel como protetor e companheiro, além de lamentar a sua morte de forma solidária em redes sociais.

A respeito do motorista, autoridades ainda tentam contato com a defesa de Mayron da Silva Soares. O suspeito foi preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool e fugir do local do acidente, sendo posteriormente decretada sua prisão preventiva pela Justiça de Roraima. Ainda não há, até o momento, uma confirmação oficial sobre possíveis acusações adicionais, embora a expectativa seja de que ele seja denunciado por homicídio, dado o falecimento do atleta. A investigação continua em andamento para apurar detalhes do caso.

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O que sabemos?

  • Geovanni morreu após sofrer um atropelamento na avenida Ville Roy, em Boa Vista.
  • Ele tinha 43 anos e uma deficiência auditiva.
  • O acidente ocorreu por volta das 5h40 de sexta-feira, 2 de novembro.
  • O motorista responsável, Mayron da Silva Soares, de 28 anos, foi preso por dirigir sob efeito de álcool e fugir do local.
  • Geovanni teve morte encefálica confirmada às 22h25 de sábado, 3 de novembro.

Fontes

  • ge fonte especializada
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