Protestos na Índia pedem renúncia de chefe eleitoral em meio a controvérsias
Milhares de manifestantes se reúnem em Délhi e Mumbai para questionar processo eleitoral e alegações de manipulação
Manifestantes na Índia protestam contra alterações nos cadernos eleitorais, acusando a comissão responsável pela eleição de favorecer o partido do governo, enquanto as forças policiais reprimem as manifestações.
Na Índia, um movimento de protesto tomou as ruas de duas das maiores cidades do país, Délhi e Mumbai, neste domingo, com milhares de jovens e simpatizantes da oposição exigindo a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral do país. Segundo fontes, a manifestação começou na capital, Nova Délhi, no início da noite, e aumentou de tamanho ao longo do dia, culminando em confrontos com a polícia que deteve alguns manifestantes, além de impedir aglomerações nos dias anteriores. Ainda não há confirmação oficial de causadores específicos dos tumultos, mas testemunhas relataram que manifestantes chegaram a romper barricadas, cercar veículos transportando colegas detidos, subir nos carros e deitar-se na rua para bloquear o tráfego. Uma ativista, que se identifica como Aahna Singh, afirmou à Reuters que “a polícia me arrastou pelos cabelos” e criticou o que chamou de “brutalidade policial”.
Na operosa Mumbai, os líderes da oposição Raj Thackeray e Uddhav Thackeray lideraram as manifestações, posicionando-se contra as recentes alterações nos registros eleitorais. Segundo eles, essas mudanças beneficiariam o Partido Bharatiya Janata (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi, uma acusação que a comissão eleitoral e o próprio partido negam. Ainda não há, no entanto, declarações oficiais que confirmem que houve manipulação de resultados ou que essas mudanças tenham o objetivo de favorecer um lado específico. Os manifestantes alegam que o processo de revisão do cadastro eleitoral, iniciado no ano passado, teria excluído milhões de eleitores qualificados dos cadernos, removendo seus nomes sob alegações de duplicidade, falecimento ou inaptidão, o que, na visão do movimento, prejudica a representatividade e supostamente favoreceria o atual governo.
Segundo relatos, a comissão eleitoral afirma que o objetivo do procedimento é manter a integridade do cadastro, eliminando registros inelegíveis e duplicados. Ainda assim, manifestações continuam planejadas para os próximos dias na esperança de que o chefe da comissão, Gyanesh Kumar, renuncie ao cargo — apesar de que o próprio não tenha feito declarações públicas a respeito até o momento. A polícia de Délhi anunciou que reforçou o controle na região, detendo dezenas de manifestantes por violar ordens de proibição de aglomeração. Essas ações parecem estar relacionadas à tentativa de evitar maiores contestações e tumultos.
De acordo com uma fonte da CNN Brasil, ainda não há confirmação oficial de que o movimento esteja sendo orquestrado por uma única entidade ou por algum grupo político específico, e muitas das informações ainda aguardam validação por outros órgãos de notícias. O que se sabe, até agora, é que o clima de insatisfação é alto e que novas manifestações estão previstas, o que indica uma tensão crescente entre os cidadãos e o órgão responsável pelo processo eleitoral no país. Os protestos refletem uma preocupação de parte da população com o funcionamento do sistema democrático indiano e suas possíveis interferências, tema que ganhou destaque após alterações nos registros de eleitores ainda não confirmadas oficialmente.
O que sabemos?
- Manifestantes na Índia pedem renúncia do chefe da Comissão Eleitoral.
- Protestos ocorreram em Délhi e Mumbai neste domingo.
- Alguns ativistas relataram detenções e confrontos com a polícia.
- Revisão de cadastro eleitoral iniciou no ano passado e busca eliminar registros duplicados ou indevidos.
- Partido do primeiro-ministro Narendra Modi nega envolvimento na suposta manipulação.
Fontes
- CNN Brasil imprensa




