São Paulo registra aumento histórico de mortes de motociclistas e ciclistas no início do ano
Dados apontam crescimento nas fatalidades no trânsito da capital paulista, com foco na violência e na fiscalização de velocidade
De janeiro a agosto, São Paulo atingiu o recorde de mortes de motociclistas na série histórica do Infosiga desde 2015. O número de óbitos envolvendo ciclistas também cresceu, enquanto a queda geral de mortes no trânsito foi mínima.
Segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (16), a cidade de São Paulo atingiu um recorde histórico de mortes de motociclistas nos primeiros oito meses do ano, com 334 casos, maior número desde o início da série histórica do Infosiga, que começou em 2015. Esse dado representa um aumento de 6,4% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 314 mortes de quem pilotava motos. Além disso, o número de ciclistas mortos na cidade também cresceu, passando de 18 casos de janeiro a agosto de 2025 para 23 neste ano, de acordo com dados do Detran-SP.
Apesar do aumento na quantidade de vítimas de motociclistas e ciclistas, o total de óbitos no trânsito paulistano apresentou uma leve queda de 0,7% — de 678 para 673 mortes — no período comparado. O crescimento da frota de motos, que aumentou 3% entre julho do ano passado e julho de 2026, também chama a atenção, especialmente porque esse crescimento foi de 1,4% no total de veículos na cidade. Especialistas ouvidos por fontes locais afirmam que a tendência é de alta nas fatalidades envolvendo motociclistas e apontam a fiscalização de velocidade como uma das principais causas do problema.
Para Luis Fernando Villaça Meyer, diretor de Operações do Instituto Cordial e estudioso em trânsito, “o trânsito na cidade tem ficado mais violento” e a falta de fiscalização adequada sobre a velocidade dos veículos contribui para esse cenário alarmante. Os dados reforçam a ideia de que as condições do trânsito paulistano vêm ficando mais desafiadoras, com aumento na violência e no risco para motoristas, ciclistas e motociclistas.
O avanço na insegurança viária ocorre em um momento de preocupação crescente em relação à segurança nas vias públicas, especialmente devido ao aumento do número de motos e ao comportamento de risco. A cidade, que mantém uma frota de veículos em expansão, enfrenta o desafio de reforçar a fiscalização e implementar políticas que reduzam os acidentes e mortes. Ainda não há um posicionamento oficial das autoridades de trânsito sobre as ações que poderão ser adotadas para enfrentar esses números que preocupam a população.
O que sabemos?
- São Paulo teve 334 mortes de motociclistas de janeiro a agosto de 2026, recorde desde 2015.
- Número de mortes de motociclistas aumentou 6,4% em relação ao mesmo período de 2025.
- Mortes de ciclistas também cresceram, passando de 18 para 23 casos no mesmo período.
- O total de mortes no trânsito da cidade caiu levemente, de 678 para 673, uma redução de 0,7%.
- Frota de motos cresceu 3% entre julho do ano passado e julho de 2026, enquanto o total de veículos aumentou 1,4%.
- Especialistas apontam a fiscalização de velocidade como uma das principais causas do aumento de mortes de motociclistas.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





