Naufrágio na costa de Djibuti resulta em mais de 100 mortes entre migrantes
Milhares de pessoas enfrentam risco na rota do Chifre da África em busca de melhores condições de vida
Uma embarcação que transportava migrantes do Djibuti ao Iêmen naufragou na madrugada de sexta-feira, deixando pelo menos 109 mortos, incluindo crianças, e mais de 116 desaparecidos. As operações de resgate continuam na tentativa de localizar sobreviventes e recuperar vítimas.
Um grave naufrágio ocorrido na costa do Djibuti deixou um saldo de pelo menos 109 mortes e mais de 116 desaparecidos, segundo informações da Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgadas neste domingo. A embarcação, que levava cerca de 305 migrantes, virou nas proximidades de Guhere, ao norte de Obock, na madrugada de sexta-feira (9 de outubro), durante a travessia do Djibuti para o Iêmen. Entre os corpos recuperados, estão 52 homens, 42 mulheres e 15 crianças — sendo nove meninas e seis meninos, conforme a fonte. Ainda não há confirmação oficial do número total de sobreviventes, mas a OIM informa que mais de 80 pessoas foram resgatadas, todas de nacionalidade etíope. Os sobreviventes recebem assistência no Centro de Resposta a Migrantes de Obock, incluindo atendimento médico, apoio psicológico, serviços de proteção, alimentos e abrigo temporário. Segundo a mesma fonte, as equipes do Djibuti continuam as buscas e resgates, preocupadas com o elevado número de desaparecidos, enquanto prestam atendimento médico aos que lograram sobreviver e organizam sepultamentos para as vítimas. A rota do Chifre da África, que liga a Etiópia ao Golfo, é marcada por riscos constantes, especialmente devido à pobreza, insegurança e às mudanças climáticas que forçam milhares de migrantes a arriscarem suas vidas em busca de segurança e melhores oportunidades nos países de destino, principalmente no Golfo. Desde setembro, a OIM registra mais de 20 mil deslocamentos de entrada no Djibuti provenientes da Etiópia, demonstrando aumento na movimentação dessa rota. Apesar das dificuldades, muitos permanecem na esperança de chegar ao Iêmen, onde enfrentam riscos de violência, detenções arbitrárias e exploração. A Organização destaca que, em 2025, mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram na rota, que teve um aumento de 18% no número de pessoas que tentaram atravessar durante o período. Além do desastre marítimo, outros naufrágios e mortes já foram registrados ao longo dos anos, sendo o mais recente em março de 2026, quando nove pessoas morreram e 45 desapareceram após uma nova embarcação afundar. A OIM reforça a necessidade de ampliar operações de busca e resgate, além de solicitar mais apoio de doadores e parceiros internacionais para auxiliar na proteção, assistência emergencial e criação de rotas migratórias mais seguras, com o objetivo de diminuir o alto risco que essa rota representa para milhares de pessoas que buscam uma vida melhor.
O que sabemos?
- Naufrágio na costa do Djibuti deixou pelo menos 109 mortos e mais de 116 desaparecidos.
- Embarcação seguia do Djibuti para o Iêmen, virou perto de Guhere durante a madrugada de sexta-feira.
- Mais de 80 sobreviventes, todos etíopes, estão sendo assistidos pelo governo e pela OIM.
- Há relatos de que o naufrágio aconteceu durante a travessia marítima, que é considerada muito perigosa.
- Desde setembro, mais de 20 mil deslocamentos de entrada no Djibuti foram registrados pela OIM vindo da Etiópia.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





