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Islândia rejeita retorno às negociações com União Europeia e busca novas parcerias de segurança

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Após recusa popular, governo islandês aponta caminhos alternativos para fortalecer defesa sem ingresso no bloco europeu

Mapa da Islândia e países parceiros de segurança
Imagem: CNN Brasil

A população islandesa votou contra a retomada das negociações para entrada na União Europeia, levando o país a buscar outras formas de reforçar sua segurança nacional. A ministra das Relações Exteriores, Thorgerdur Gunnarsdottir, destacou que a colaboração bilateral com países como Finlândia, Noruega, Japão e Canadá será intensificada diante das incertezas geopolíticas recentes.

No último sábado (29), o eleitorado da Islândia rejeitou a proposta do governo para reabrir as negociações de adesão à União Europeia (UE), trazendo à tona os desafios para o fortalecimento da segurança do país.

Segundo a ministra das Relações Exteriores islandesa, Thorgerdur Gunnarsdottir, em declarações à Reuters nesta segunda-feira (31), a decisão popular não exclui a necessidade de encontrar novas formas para garantir a proteção nacional. "Não votamos para afastar a situação geopolítica, ela continua lá e teremos que encontrar outras formas de aumentar nossa segurança", afirmou a ministra durante uma reunião no Parlamento com o comitê de relações exteriores.

A rejeição do plebiscito contrariou os alertas do governo, que defendia que a entrada na UE poderia aprimorar a segurança da Islândia, um país insular do Ártico com cerca de 400 mil habitantes e que depende de acordos para sua defesa. Gunnarsdottir ressaltou que, apesar disso, "a UE ainda é um parceiro muito importante para a Islândia, e precisamos fortalecer ainda mais nossa cooperação".

Além disso, a ministra destacou que o governo está avaliando o fortalecimento de acordos bilaterais já existentes com Finlândia e Noruega, assim como parcerias estratégicas com Japão e Canadá. Embora seja membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Islândia não mantém um exército permanente. Sua defesa está baseada numa colaboração bilateral com os Estados Unidos, estabelecida em 1951, o que tem gerado debates recentes, especialmente depois que o presidente americano Donald Trump expressou interesse controverso na compra da Groenlândia, ilha vizinha, e colocou em dúvida o comprometimento dos EUA com a Otan.

Até o momento, essas informações são provenientes apenas de uma reportagem da CNN Brasil, sem confirmação adicional de outras fontes oficiais, o que deixa alguns pontos em aberto. O impacto geopolítico da decisão islandesa e as estratégias futuras de segurança serão acompanhados de perto no cenário internacional.

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O que sabemos?

  • Islândia rejeitou em 29 de junho proposta para retomar negociações com a União Europeia.
  • Ministra das Relações Exteriores afirmou necessidade de encontrar novas formas de fortalecer segurança nacional.
  • País é membro da Otan, mas não possui exército permanente; defesa baseia-se em acordo bilateral com os EUA de 1951.
  • Gunnarsdottir indicou que cooperação bilateral com Finlândia, Noruega, Japão e Canadá será intensificada.

Fontes

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