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Engenheiros romanos transformaram geografia dos Alpes para construir rede de estradas

Em apuração ?

Obra impressionante de infraestrutura que ainda influencia rotas atuais

Representação de uma antiga estrada romana atravessando os Alpes com túneis e cortes na rocha
Imagem: CNN Brasil

Estudo revela detalhes sobre a engenharia romana ao atravessar os Alpes, incluindo cortes em rocha, túneis e técnicas que preservaram inclinações suaves. Pesquisa aponta que antigas rotas ainda moldam o traçado das rodovias modernas.

Segundo um levantamento publicado na revista científica Nature Communications por pesquisadores da Universidade de Aarhus, a engenharia romana conseguiu 'rasgar' as montanhas dos Alpes para criar uma vasta rede de estradas, uma das maiores do mundo antigo, que cobria mais de 5 milhões de km² na Europa, Norte da África e Oriente Médio. O feito colocou à prova o conhecimento técnico dos romanos, que mantiveram as inclinações de suas vias abaixo de 16%, com uma média de apenas 2,68 graus nos Alpes, garantindo uma passagem relativamente suave para o transporte de carroças e veículos de tração animal.

Para alcançar esse nível de precisão e eficiência na travessia de uma das cadeias montanhosas mais íngremes da Europa, os romanos aproveitaram os vales naturais e os passos mais acessíveis, além de realizarem intervenções físicas na topografia, como cortes na rocha viva, construção de muros de contenção, terraplenagem e a perfuração de túneis, principalmente na região do Vale de Aosta. Essas medidas permitiram que a infraestrutura se adaptasse ao relevo, evitando declives excessivos, diferentemente das formações montanhosas ao norte da Península Ibérica ou nos Pireneus, onde as inclinações médias atingiam 5 graus ou mais, segundo os pesquisadores.

Outro aspecto destacado pelo estudo foi a qualidade do traçado das antigas vias romanas. Ainda que priorizassem rotas mais diretas em regiões planas — o que se reflete na média de 1,048 na sinuosidade, mais ampla que as rodovias modernas (média de 1,024) —, elas eram bastante sinuosas nas áreas montanhosas, com curvas em ziguezague que facilitavam a subida ou descida em condições de relevo mais difícil. Os pesquisadores indicam uma correlação moderada (0,46) entre a localização das estradas romanas e a disposição das rodovias atuais na Europa, mostrando que, em muitos casos, as vias antigas ainda determinam o traçado das atuais, especialmente em centros urbanos que evoluíram partir desses antigos entroncamentos comerciais, reforçando a relevância histórica da engenharia romana.

Embora ainda aguardem confirmações de outras fontes além da CNN Brasil, os dados mostram que, há cerca de dois milênios, os romanos enfrentaram desafios geográficos que hoje parecem quase inacreditáveis, usando técnicas de engenharia avançadas e estratégias inteligentes para conectar regiões de relevo complexo. Essa herança de infraestrutura permanece até hoje, influenciando o desenvolvimento de rotas e a organização geográfica do continente europeu, deixando um legado duradouro na história da engenharia de transportes.

Por enquanto, o estudo reforça que a combinação de conhecimento técnico e adaptação ao terreno foi fundamental para permitir que as rotas romanas permanecessem relevantes até os dias atuais, uma prova do quão inovadora e bem-sucedida foi a organização romana na gestão de seus caminhos terrestres.

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O que sabemos?

  • A construção de rotas romanas cruzou os Alpes com inclinação média de 2,68 graus.
  • Intervenções na geografia incluíram cortes em rocha, túneis e muros de contenção.
  • As vias romanas mantinham baixa sinuosidade, especialmente em planícies, mas eram sinuosas em áreas montanhosas.
  • Estudo foi publicado na revista Nature Communications por pesquisadores da Universidade de Aarhus.
  • Dados ainda não foram confirmados oficialmente por outras fontes além da CNN Brasil.

Fontes

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