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Verão na Europa leva a recorde de mortes e eventos extremos relacionados à mudança climática

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Estação mais quente desde 2000 causa aumento de óbitos, incêndios e secas no continente

Gráfico mostrando aumento de temperaturas na Europa em 2023
Imagem: Folha de S.Paulo

O verão europeu deste ano foi marcado por ondas de calor intensas, levando a um excesso de 50 mil mortes em áreas urbanas, com 32 mil atribuídas à mudança climática. Estudos indicam que as temperaturas elevadas contribuíram para a maior mortalidade do continente desde 2000, acompanhada por incêndios florestais e secas.

Segundo uma pesquisa assinada por cientistas do Imperial College e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, o verão europeu de 2023 foi o mais letal dos últimos 23 anos. A temporada apresentou ondas de calor sequenciais e temperaturas até 12°C acima do esperado em algumas regiões, o que resultou em um excesso de aproximadamente 50 mil mortes em áreas urbanas de 30 países, incluindo a União Europeia, Reino Unido, Noruega e Suíça. Dentre essas, cerca de 32 mil mortes foram atribuídas especificamente à mudança climática, de acordo com a fonte.

O estudo destaca que a temperatura média dessa temporada foi 2,9°C superior à média de referência de 1991 a 2020, além de registrar níveis históricos baixos em rios e reservatórios, além de incêndios florestais em países como Espanha, França, Bélgica e Grécia. Essas condições adversas contribuíram para um verão com ondas de calor contínuas, muito acima das marcas registradas anteriormente, como em 2003 e 2022, que tiveram 28 mil e 29 mil mortes, respectivamente. Ainda segundo os pesquisadores, o excesso de mortalidade refere-se às mortes acima do esperado para períodos normais em condições climáticas típicas.

Segundo a fonte, a análise utilizou dados de 854 centros urbanos, abrangendo aproximadamente 40% da população de 30 países. A temporada mais quente já registrada na Europa Ocidental causou também eventos ambientais extremos, como incêndios sem precedentes em vários países do continente, além de secas severas que agravaram a crise hídrica na região. Por enquanto, o estudo espera a publicação oficial na revista Nature Health, embora a pesquisa que cobre o período de 2000 a 2025 já tenha sido publicada.

Especialistas apontam que as mudanças no clima, com o aumento das temperaturas médias devido ao aquecimento global, têm impacto direto na saúde pública e no aumento de eventos extremos, como ondas de calor e incêndios. Ainda não há confirmação oficial sobre quais medidas os países terão que adotar, mas o cenário reforça a urgência de ações globais voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa. O clima mais quente e os fenômenos associados representam uma ameaça crescente para a população e o meio ambiente, evidenciando os efeitos concretos da mudança climática na vida diária.

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O que sabemos?

  • O verão europeu de 2023 foi o mais letal desde 2000.
  • Reforço: cerca de 50 mil mortes ocorreram em áreas urbanas devido ao calor.
  • 32 mil dessas mortes foram atribuídas à mudança climática.
  • Temperaturas chegaram a 12°C acima do previsto em algumas regiões.
  • O estudo foi realizado por cientistas do Imperial College e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Fontes

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