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Edifício Chrysler de Nova York será reformado e passará por mudanças

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Novo acordo de compra e modernização ocorre em meio ao crescimento do mercado de escritórios de luxo na cidade

Vista do topo do Edifício Chrysler, no coração de Manhattan, durante o pôr do sol
Imagem: Folha de S.Paulo

O icônico Edifício Chrysler, em Nova York, está prestes a passar por uma importante reforma após a assinatura de um acordo de US$ 235 milhões com a Cooper Union. O prédio, que tem menos de 50% de ocupação, também mudou de proprietários, refletindo o momento de boom no mercado imobiliário de escritórios de alto padrão.

O Edifício Chrysler, um dos marcos mais conhecidos do horizonte de Nova York há quase um século, está passando por uma transformação significativa. Segundo informações do Financial Times, a nova etapa envolve a venda do prédio por US$ 235 milhões (aproximadamente R$ 1,1 bilhão), em um acordo realizado entre a empresa de imóveis comerciais Tishman Speyer, seus parceiros de investimento e a única proprietária do terreno, a faculdade privada Cooper Union. Essa mudança ocorre em um momento de forte crescimento na demanda por escritórios de luxo na área de Manhattan, onde o edifício está localizado.

Conforme fontes da reportagem, o estado de conservação do Edifício Chrysler vinha sendo considerado ruim, com menos de 50% de sua ocupação atualmente. Historicamente, o prédio tem um papel simbólico na paisagem urbana nova-iorquina, mas sua valorização financeira tem sofrido oscilações ao longo dos anos. Em 2008, por exemplo, o governo de Abu Dhabi adquiriu 90% do edifício por US$ 800 milhões (cerca de R$ 4 bilhões na época). Entretanto, pouco mais de uma década depois, esse valor foi drasticamente reduzido: a venda às empresas Signa e RFR ocorreu por apenas US$ 150 milhões (R$ 753,4 milhões). Essa redução reflete, além do estado de conservação, o aumento do valor do aluguel do terreno, que a Cooper Union passou a cobrar de seus arrendatários, valor esse que, em 2018, cresceu de US$ 7,75 milhões para US$ 32,5 milhões ao ano.

Rob Speyer, diretor-presidente da Tishman Speyer, afirmou que o projeto é ambicioso: “Estamos levando adiante um plano ambicioso para o Edifício Chrysler em um momento de força histórica para o mercado de escritórios de Manhattan”, declarou nesta quarta-feira (7). Ainda segundo ele, a iniciativa busca aproveitar a força do mercado imobiliário local, que tem registrado uma alta significativa na procura por espaços de alto padrão. A reforma não teve detalhes especificados, mas faz parte de um movimento de renovação e valorização de prédios históricos na cidade, que observa uma fase de aquecimento na demanda por imóveis de luxo.

Até o momento, o clube proprietário do terreno não se pronunciou oficialmente sobre a venda ou o projeto de modernização, e o valor exato do aluguel atual ainda não foi divulgado, apesar de ter apresentado um aumento expressivo nos últimos anos. O impacto dessa mudança para o mercado imobiliário de Nova York e para a preservação de um ícone da cidade ainda será observado nas próximas semanas, enquanto as empresas envolvidas iniciam o processo de reforma em meio ao cenário de recuperação econômica e crescimento do setor de escritórios na metrópole.

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O que sabemos?

  • O Edifício Chrysler será vendido por US$ 235 milhões a novos proprietários.
  • A venda foi fechada entre Tishman Speyer, seus parceiros e a Cooper Union, proprietária do terreno.
  • O edifício encontra-se em mau estado de conservação e com menos de 50% de ocupação.
  • Valor de venda em 2008 era de US$ 800 milhões, enquanto em 2019 foi de US$ 150 milhões.
  • O aluguel do terreno para a Cooper Union aumentou de US$ 7,75 milhões em 2018 para US$ 32,5 milhões em 2019.

Fontes

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