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Arqueólogos descobrem complexo medieval em França com vestígios de ruínas romanas

Em apuração ?

Sítio revela construções de alto padrão e sistema de aquecimento romano, indicando ocupação de elite

Ruínas de um complexo medieval com vestígios romanos na França
Imagem: Aventuras na História

Uma equipe de arqueólogos encontrou um grande complexo residencial e religioso na região de Mesmont, perto de Dijon, na França, datado do século 5 ao início do século 8. A pesquisa revelou edifícios de alvenaria, uma igreja, vestígios de um sistema de aquecimento romano e uma grande quantidade de vidro, indicando uma ocupação de pessoas com alto status social.

Arqueólogos fizeram uma descoberta que promete ampliar nossa compreensão do período medieval na França. Um complexo palaciano datado do início da Idade Média foi encontrado na Montagne de Saint-Laurent, próximo a Dijon, por pesquisadores que investigam um antigo assentamento na área de Mesmont, a cerca de 20 quilômetros da capital regional. Segundo a fonte única da reportagem, ainda não confirmada oficialmente, essa área, ocupada entre os séculos 5 e 8 d.C., possui vestígios de atividades humanas muito anteriores, remontando ao período Neolítico, o que reforça a importância histórica do local.

As escavações revelaram até o momento diversas construções de alvenaria, ao redor de uma igreja que foi identificada inicialmente na década de 1970. Essas edificações formam um complexo de grande porte, com uma organização arquitetônica ortogonal, e incluem um edifício de aproximadamente 15 por 12 metros, que pode ter sustentado um andar superior, além de uma extensão de mais de 20 metros de uma terceira construção ainda em análise. A igreja, com dimensões de 27,5 metros de comprimento por 12,4 metros de largura, mostrou evidências de uso religioso, incluindo uma tela de reféu e fundações de um banco litúrgico, descobertas nas escavações entre 2019 e 2024. Uma das mudanças mais recentes, na temporada de 2026, foi a descoberta de um novo edifício ao oeste da igreja, reforçando o papel central da área para a comunidade local da época.

Um destaque da pesquisa foi a identificação de um sistema de aquecimento hipocausto, uma tecnologia rara na época, utilizada por romanos avançados. Segundo a fonte, esse sistema, detectado por suportes de pilae, fragmentos de tubos de aquecimento e partes de pisos suspensos de concreto, indica que o complexo era habitado por pessoas de elevada condição social e econômica. A presença de suportes indica que o sistema aquecia pisos e possivelmente banheiros, uma característica de residências de elite e vilas romanas, e demonstra o conhecimento técnico dos ocupantes. Além disso, a análise de cerâmicas, incluindo peças de terra sigillata provenientes da região de Argonne, e a datação por radiocarbono confirmam a ocupação do local desde o século 5 até o começo do século 8.

Outro elemento revelador foi a quantidade significativa de vidro recuperado desde 2019, com mais de 500 fragmentos, incluindo lâmpadas, utensílios e recipientes para bebidas, além de cerca de 50 pedaços de vidro plano que podem ter pertencido às janelas da igreja. De acordo com a fonte, esses detalhes reforçam a hipótese de que aquele era um centro de importância regional, talvez um castrum ou oppidum, termos históricos que designam assentamentos fortificados e centros de destaque na época medieval. Documentos históricos citam Mesmont como principal núcleo do distrito de pagus magnimontensis, dentro do território episcopal de Langres, o que demonstra o seu papel estratégico naquela região.

Por fim, uma área adicional do planalto revelou um edifício de alvenaria, datado dos séculos 7 ou 8, com quase 240 metros quadrados. Essa descoberta reforça a hipótese de uma continuidade ocupacional no local ao longo dos séculos, possivelmente ligado à figura de Saint Antide, cuja história é mencionada em fontes antigas. Ainda não há um posicionamento oficial das instituições arqueológicas, e a equipe responsável enfatiza que as investigações continuam para esclarecer todas as funções e a importância exata do sítio, que promete ser uma peça-chave para entender a transição do período romano para a Idade Média na região-central da França.

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O que sabemos?

  • A descoberta foi feita na Montagne de Saint-Laurent, perto de Dijon, na França.
  • O conjunto de construções inclui uma igreja, edifícios residenciais de alvenaria, e vestígios de sistema de aquecimento romano.
  • A ocupação do local data do século 5 ao início do século 8 d.C.
  • Mais de 500 fragmentos de vidro foram encontrados, além de elementos de sistemas de aquecimento romano.
  • Arqueólogos identificaram vestígios de uma ocupação antiga que remonta ao Neolítico na área.
  • A pesquisa está em andamento e ainda não há confirmação oficial sobre toda a importância do sítio.

Fontes

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