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Papa Leão XIV faz alerta sobre uso da inteligência artificial na França

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O pontífice pede por regulamentação mais rígida e destaca o papel das mulheres na construção social

Papa Leão XIV em visita à França, com destaque para Notre Dame e centro de refugiados
Imagem: G1

Durante visita à França, Papa Leão XIV abordou preocupações com a automação e a impacto da inteligência artificial na humanidade. Também destacou a importância da mulher na sociedade e defendeu a liberdade de imprensa.

Durante uma viagem à França, o Papa Leão XIV fez declarações que chamaram atenção para questões atuais relacionadas ao avanço tecnológico e à sociedade. Ainda antes de chegar a Paris, ele comentou, em seu voo, sobre a necessidade de regras mais rígidas para o uso da inteligência artificial, alertando para o risco de uma sociedade que possa se transformar em um 'paraíso das máquinas', onde a tecnologia poderia diminuir a essência humana.

Leão XIV voltou ao tema na UNESCO, diante de diplomatas e autoridades, criticando governantes que usam a lei de forma seletiva, quando lhes convém, deixando de lado princípios de justiça e ética. Segundo ele, até mesmo a justiça vem sendo tratada como mercadoria, o que reforça sua preocupação com a ética no uso de novas tecnologias e na administração pública. Anteriormente, em sua primeira encíclica, o papa já havia alertado para os riscos da automação acelerada e clamado por uma regulação ética da inteligência artificial.

Recentemente, o pontífice visitou a Notre Dame, símbolo de resistência e reconstrução após o incêndio que quase destruiu a catedral em 2019. A cidade de Paris, com suas oito séculos de história, recebeu o papa no momento em que cresce o número de pessoas procurando o batismo, refletindo uma busca por fé em uma sociedade cada vez mais seculares, onde a laicidade é garantida pela própria Constituição.

Além do foco em tecnologia, Leão XIV reforçou o papel fundamental das mulheres na construção de comunidades mais fortes. Durante visita à Maison Bakhita, um centro de apoio a migrantes e refugiados, ele destacou que o nome do espaço, dedicado à Santa Josefina Bakhita, uma ex-escrava do Sudão que se tornou freira, simboliza a importância de reconhecer o protagonismo feminino. Segundo ele, as mulheres são essenciais na criação de uma civilização do amor, contrapondo uma cultura que fragmenta as comunidades e alimenta a solidão urbana.

O centro, que recebe cerca de 150 pessoas por dia, oferece aulas de francês, ajuda com procedimentos administrativos e é mantido por aproximadamente 130 voluntários. A iniciativa teve origem em um apelo do Papa Francisco, predecessor de Leão XIV, e serve para acolher, proteger, promover e integrar migrantes, reforçando o compromisso da Igreja com a solidariedade em tempos de crise migratória.

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O que sabemos?

  • Papa Leão XIV pediu regras mais rígidas para inteligência artificial.
  • Ele alertou para o risco de uma sociedade dominada por máquinas, intitulada 'paraíso das máquinas'.
  • O papa criticou a seletividade na aplicação da lei por governantes e a mercantilização da justiça.
  • Durante uma visita à Notre Dame, destacou a importância da fé e da história da catedral.
  • No dia seguinte, falou sobre o papel das mulheres na construção social durante visita a um centro de refugiados.

Fontes

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