Futebol

Mudanças nos limites de jogadores estrangeiros no Brasileirão geram impacto nas equipes da Série A

Em apuração ?

Expectativa é que clubes se ajustem às novas regras de forma gradual até 2030

Jogadores em campo durante partida do Campeonato Brasileiro
Imagem: Folha de S.Paulo

A partir de 2027, clubes brasileiros terão que reduzir o número de jogadores estrangeiros relacionados por jogo, o que pode alterar o cenário do futebol nacional.

Segundo informações apuradas pela reportagem, as mudanças na regulamentação dos jogadores estrangeiros no Campeonato Brasileiro irão afetar diretamente os plantéis das equipes da Série A. Atualmente, cada clube pode relacionar até nove atletas nascidos fora do Brasil por partida, mas a partir de 2027, esse número será reduzido para oito, e ao longo dos anos seguintes a cota deve cair para cinco, até 2030. Ainda não há confirmação oficial sobre as datas exatas de implementação, mas a expectativa é que essa transição aconteça de forma gradual, para permitir ajustes nas composições dos times.

De acordo com o levantamento, quase metade dos vinte clubes que compõem a elite do futebol brasileiro em 2026 já ultrapassam a cota de oito estrangeiros por jogo. Entre esses, o Vasco e o Internacional lideram com 12 jogadores de fora do país cada um, números que ainda não refletem as futuras limitações que passarão a valer. Outras equipes como Botafogo e Athletico-PR possuem 11 estrangeiros, enquanto Flamengo e Grêmio têm 10. Em contrapartida, há clubes como o Mirassol, que não contam com nenhum jogador estrangeiro no elenco. Já entre os grandes do estado de São Paulo, o Palmeiras aparece com o maior número de estrangeiros, oito ao todo, sob comando do técnico português Abel Ferreira, embora técnicos estrangeiros não sejam considerados na nova regra.

Segundo dados de fontes experiências, a Série A atualmente conta com um total recorde de 161 jogadores estrangeiros, o que representa cerca de 25% do elenco. O país que mais fornece atletas é a Argentina, com 49 nomes, seguido por Uruguai (31), Colômbia (30), além de Equador e Paraguai, ambos com nove jogadores cada. Ainda segundo a fonte, o aumento do número de estrangeiros é visto por especialistas como um fator que vem diminuindo o espaço para jovens brasileiros na base, o que preocupa os dirigentes do futebol nacional. Helder Melillo, diretor executivo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), declarou que o órgão reconhece a importância dos jogadores estrangeiros, mas que a nova política visa dar maior oportunidade aos jovens brasileiros sub-23.

O processo de redução foi aprovado após voto dos clubes, embora alguns tenham se manifestado contrários. Entre eles, Flamengo e Bahia, que ainda não confirmaram adesão à mudança. Ainda não há uma posição oficial sobre os detalhes finais do cronograma, e o clube não se pronunciou oficialmente sobre possíveis estratégias de adaptação. Enquanto isso, o tema continua em discussão e deve moldar as transferências e formações de elenco nas próximas temporadas, em um momento de questionamentos sobre o impacto no nivelamento do futebol brasileiro frente às principais ligas do mundo.

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O que sabemos?

  • Quase metade dos clubes da Série A em 2026 já possuem mais de oito estrangeiros relacionados por jogo.
  • O limite de jogadores estrangeiros por partida será reduzido de nove para oito em 2027, e para cinco em 2030.
  • Vasco e Internacional têm atualmente 12 estrangeiros em seus elencos.
  • Total de estrangeiros na Série A é de 161 atletas, cerca de 25% do total de jogadores.
  • Clubes como Mirassol não têm jogadores estrangeiros.
  • Clube da Série A com maior número de estrangeiros na atualidade: o Palmeiras, com oito.
  • A decisão visa abrir espaço para jovens brasileiros sub-23 e é apoiada por Helder Melillo, da CBF.

Fontes

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