Futebol

Mudança na gestão do Nubank Parque: o que o Brasil precisa saber

Informações checadas ?

BTG assume controle do estádio e mantém contratos e operações com impacto no Palmeiras

Vista do estádio Nubank Parque na Barra Funda com bandeira do Palmeiras ao fundo
Imagem: Folha de S.Paulo

O banco BTG Pactual passou a controlar a operação do Nubank Parque na Barra Funda, mantendo contratos atuais e a relação com o Palmeiras, após a aquisição de dívidas da WTorre com o banco.

Segundo fontes próximas ao negócio, o BTG Pactual finalizou os trâmites para assumir o controle da operação do Nubank Parque, estádio localizado na região da Barra Funda, em São Paulo. A mudança marca uma transferência de gestão, com o banco passando a ser o acionista majoritário, enquanto a construtora WTorre permanece como sócia, mas sem o comando da administração do estádio. Ainda de acordo com informações, o processo ocorre após o BTG adquirir dívidas que a WTorre tinha com o Banco do Brasil, relacionadas ao financiamento da própria construção do estádio, o que levou à negociação para a venda da administração do Nubank Parque ao banco.

Até o momento, o Palmeiras não anunciou nenhuma mudança na administração do estádio, com todos os contratos e termos assinados na escritura de superfície, válida até 2044, sendo mantidos. Isso inclui percentuais de receitas e gatilhos de aumento conforme o tempo, além de garantias de que a parceria com o clube continuará priorizada: a equipe do Palmeiras, por ora, não deve ver alterações na sua rotina de jogos ou na organização de eventos. Marcelo Frazão, CEO do Nubank Parque, permanece na função, e as operações de shows e eventos já marcados também continuam valendo, com o BTG agora encarregado de gerir o calendário de próximas ações.

Segundo informação divulgada, o acordo já está sob análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), procedimento padrão para operações desse porte, e ainda há expectativa de que a relação com o clube e os profissionais envolvidos na arena não seja alterada. A chegada do BTG à gestão do estádio ocorre cerca de cinco meses após a rebatização do estádio, que antes era conhecido como Allianz Parque, após uma votação com torcedores promovida pelo Nubank, que adquiriu os direitos de naming rights no início de 2024. A operação visa garantir a continuidade dos eventos e da relação comercial, além de permitir ao banco maior controle sobre a administração do espaço utilizado pelo Palmeiras.

Especialistas indicam que, enquanto o processo ainda não foi oficialmente concluído e depende de aprovações regulatórias, o impacto imediato no dia a dia do clube e dos torcedores será mínimo. Ainda não há confirmação sobre possíveis mudanças futuras na equipe de gestão ou na estratégia de eventos, mas o que se sabe é que a prioridade da nova gestão será manter a regularidade das atividades, respeitando os contratos atuais e a estrutura que já funciona na arena.

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O que sabemos?

  • BTG Pactual assumiu controle da operação do Nubank Parque
  • Construção do estádio financiada por dívidas adquiridas pelo BTG com o Banco do Brasil
  • WTorre permanece como acionista, mas sem comando na administração
  • Contrato de exploração comercial válido até 2044 e contratos com promotores mantendo-se
  • Decisão sob análise do Cade para avalizar a operação

Fontes

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