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Expedição ao atol de Nikumaroro termina sem respostas sobre Amelia Earhart

Informações checadas ?

Nova tentativa de localizar destroços do avião da pioneira da aviação não encontrou evidências concretas

Foto aérea do atol de Nikumaroro com destaque para vegetação e lagoa
Imagem: CNN Brasil

Uma expedição norte-americana ao atol de Nikumaroro, no Pacífico Sul, revelou que o misterioso objeto observado por satélites não se tratava de restos do avião de Amelia Earhart. Após dias de buscas, a equipe não confirmou que a aeronave foi localizada na ilha.

Uma nova operação de busca pelo desaparecimento da aviadora Amelia Earhart, realizada por uma equipe de 17 pesquisadores, terminou nesta semana sem encontrar evidências conclusivas sobre o destino final do avião. A expedição aconteceu no atol de Nikumaroro, situado no Pacífico Sul, uma das regiões que despertam maior interesse de estudiosos desde a década de 1930, por uma provável pista de que a aeronave da pioneira teria pousado na ilha, ainda que sem confirmação oficial.

Segundo Richard Pettigrew, diretor do Instituto do Legado Arqueológico e líder do grupo de pesquisa, a operação buscou examinar um objeto de aparência suspeita conhecido como “Objeto Taraia”, detectado inicialmente por imagens de satélite em 2020. Essas imagens mostravam um possível destroço metálico na lagoa do atol, o que levou a equipe a realizar uma extensa investigação de quatro dias. Antes, a análise de registros de satélite indicara uma estrutura alongada de cor branca próxima à Península de Taraia, gerando expectativas de uma provável confirmação do achado. Porém, após as varreduras com detectores de metal e o reconhecimento visual detalhado, os pesquisadores concluíram que o que pareceu um possível destroço nada mais era do que vegetação arrastada pela maré, uma formação natural que, na verdade, não apresentava relação com a aeronave desaparecida.

De acordo com a Universidade Purdue, responsável por divulgar a conclusão oficial, a equipe enfrentou condições meteorológicas adversas e o desafio de acessos remotos às áreas de interesse. Os pesquisadores passaram dias navegando até a ilha, que é escassamente habitada e possui alta incidência de caranguejos-dos-coqueiros, o que obrigou a tripulação a pernoitar em embarcações ao largo. Ainda assim, o objetivo principal de localizar pedaços da aeronave de Earhart, um Lockheed 10E Electra, não foi atingido, e o estudo foi encerrado sem resultados conclusivos. A própria equipe deixou claro que, apesar do esforço, “infelizmente, não conseguimos encontrar essa prova irrefutável”, conforme declarou Steve Schultz, representante da Universidade Purdue.

Esse novo capítulo na busca pelo destino do avião de Amelia Earhart, que desapareceu há quase 90 anos durante tentativa de circunavegação da Terra, reforça o quão misteriosa ainda permanece essa história. Ainda não há provas suficientes para afirmar se a aviadora e seu navegador, Fred Noonan, chegaram a pousar na ilha ou se sua aeronave foi completamente afastada da região, o que mantém vivo o interesse e a esperança de novos estudos futuros. A expedição também sinaliza a dificuldade de esclarecer um dos maiores enigmas da aviação e da história dos voos pioneiros, que continua despertando curiosidade ao redor do mundo.

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O que sabemos?

  • A expedição buscou por destroços do avião de Amelia Earhart no atol de Nikumaroro.
  • A equipe não encontrou evidências conclusivas de que o avião esteja na ilha.
  • O objeto de satélite inicialmente suspeito era, na verdade, vegetação arrastada pela maré.
  • A busca ocorreu entre os dias 12 e 16 de outubro, com dificuldades devido às condições meteorológicas.
  • O estudo foi conduzido por uma equipe liderada por Richard Pettigrew, da Universidade Purdue.

Fontes

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