Mais dois jogadores do Guarani entram na Justiça cobrando milhões, enquanto clube enfrenta dificuldades financeiras
Cobranças ultrapassam R$ 2 milhões e expõem crise nos salários do time paulista
Dois atletas do Guarani acionaram a Justiça trabalhista por salários atrasados e outras verbas, com valores que, somados, ultrapassam R$ 2 milhões. Os jogadores alegam que o clube não cumpriu obrigações contratuais, incluindo salários, direitos de imagem e FGTS, e pedem a rescisão indireta do vínculo.
O Guarani enfrenta uma crise financeira que veio à tona com a entrada de dois jogadores na Justiça trabalhista, reivindicando ao clube quase R$ 2,5 milhões em valores atrasados e direitos referentes a contratos não cumpridos. Segundo informações obtidas junto a uma fonte do próprio tribunal, o meia Isaque e o goleiro Emerson Júnior estão movendo ações em que pedem Recognition da rescisão indireta, o que permite a um atleta romper o contrato por falta grave do empregador.
O mais exigente é o jogador Isaque, que cobra aproximadamente R$ 1,63 milhão. O atleta alega que assinou um compromisso de renovação automática de contrato até dezembro de 2027, condicionado a uma meta de participação em pelo menos 50% dos jogos do Campeonato Paulista ou da Série C de 2026. Segundo a ação, essa meta foi atingida, pois o meia iniciou 22 das 28 partidas disputadas na temporada, o que representa cerca de 78,6%. Com base nisso, ele pede que a Justiça reconheça a renovação do vínculo, além de exigir salários em atraso, direitos de imagem, auxílio-moradia, FGTS, férias e 13º salário.
Isaque também reivindica indenizações de R$ 495 mil cada – uma relacionada à cláusula rescisória prevista para casos em que o clube responsabilizado encerra o contrato, e outra referente a parcelas futuras de exploração de imagem que, segundo ele, deixariam de ser pagas com o rompimento do contrato. Na mesma linha, Emerson Júnior, que atualmente está emprestado para a Inter de Limeira, cobra aproximadamente R$ 857 mil. Ele afirma que tinha contrato com o Guarani até dezembro de 2027, e que o clube deveria continuar pagando parte de seus vencimentos mesmo durante o empréstimo.
O goleiro detalha que deixou de receber salários entre maio e setembro de 2026, além de valores relacionados a direitos de imagem, FGTS, férias e 13º salário. Seus pedidos somam aproximadamente R$ 857 mil, incluindo R$ 82,5 mil de salários atrasados, R$ 61,25 mil de direitos de imagem, R$ 74,1 mil de férias e 13º, além de multa de R$ 15 mil por atraso nas verbas rescisórias. Emerson também exige cláusulas compensatórias e valores referentes a parcelas futuras do contrato de imagem até o término previsto originalmente.
Ambos os atletas solicitaram uma decisão provisória na Justiça para que seus registros junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fossem baixados, visando registrar outros clubes antes do fim dos processos. Ainda não há confirmação oficial de que a Justiça tenha decidido por essas medidas, e o clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre as cobranças.
O que esse episódio revela é uma possível crise no financeiro do Guarani, que, segundo fontes citadas, ainda não tem uma previsão clara para quitar os salários atrasados ou regularizar suas obrigações trabalhistas. Os valores cobrados por Isaque e Emerson ultrapassam, ao todo, R$ 2 milhões, e as ações podem sinalizar um momento delicado para o clube, que luta para equilibrar suas finanças enquanto seus jogadores buscam seus direitos na Justiça.
O que sabemos?
- Dois jogadores do Guarani movem ações trabalhistas por salários atrasados e direitos não pagos.
- Os valores cobrados somam cerca de R$ 2,49 milhões.
- Isaque alega direito à renovação automática até 2027 após atingir meta de jogos.
- Emerson Júnior cobra cerca de R$ 857 mil e afirma que o clube não pagava durante empréstimo.
- Jogadores pedem liberação dos registros na CBF para assinar com outros clubes.
Fontes
- ge fonte especializada





