Futebol

Empresário do Botafogo aciona a Justiça para impedir assembleia de mudança no controle da SAF

Em apuração ?

Textor tenta manter sua participação acionária e questiona tentativa de tomada de controle pelo clube social

Cena de um estádio de futebol com torcedores e representantes do clube em disputa
Imagem: CNN Brasil

John Textor entrou com ação na Justiça do Rio de Janeiro para suspender assembleia que pode alterar a participação na SAF do Botafogo. A decisão visa preservar seus direitos como acionista majoritário, enquanto a controvérsia envolve mudanças no controle do clube.

O empresário americano John Textor, que possui participação na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, acionou a Justiça do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (24) para tentar impedir a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) prevista pelo clube. Segundo fontes consultadas, a assembleia tem como pauta o aumento de capital de R$ 2 milhões através da emissão de 200 milhões de novas ações, uma manobra que pode diluir a participação do fundo Eagle Football, controlado por Textor, e transferir o controle do clube para o empresário Gabriel de Alba, representante da GDA Luma Capital.

Segundo a fonte, com a realização dessa assembleia, a Eagle Football passaria a controlar apenas 49% das ações da SAF, enquanto o presidente João Paulo Magalhães Lins assumiria a condição de acionista majoritário, controlando 51%. O aumento de capital faz parte de um esforço do clube social — entidade responsável pelas ações do clube — para consolidar sua posição dentro da estrutura acionária da SAF e avançar numa possível transferência de controle. Textor, por sua vez, afirma que há uma tentativa de "roubo" por parte do clube social, alegando que a movimentação visa usurpar seus direitos como acionista majoritário.

Em uma declaração enviada à imprensa, o empresário afirmou: "Eu sou um idiota" ao comentar a disputa. Ele também descreveu a tentativa do clube social como uma ação de "roubo em plena luz do dia", defendendo estar apenas protegendo seus direitos. Ainda de acordo com suas palavras, ele tentou, nos últimos meses, injetar capital adicional no Botafogo, incluindo uma oferta de US$ 95 milhões e um aporte de US$ 100 milhões aprovado pelo Conselho do clube, apoiado por um proprietário de um grande clube europeu. Contudo, essas tentativas foram bloqueadas pelo clube, o que, na visão de Textor, impede o clube de pagar salários, reforçando sua preocupação com o que chama de interesses adversários na gestão da SAF. A disputa judicial também envolve a questão de quem é o legítimo dono das ações, com o americano buscando reconhecimento como proprietário da totalidade das ações da SAF do Botafogo, ao invés da Eagle Bidco, controlada pela Eagle Football.

Segundo a fonte, a questão já obteve vereditos favoráveis fora do Brasil — na Inglaterra e nos Estados Unidos —mas, por enquanto, ainda não há uma decisão definitiva na justiça brasileira. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por exemplo, manteve a suspensão política da Eagle Football no clube até maio de 2026, derrubando uma decisão anterior que favorecia a Eagle. O assunto, portanto, ainda está em aberto no âmbito judicial e tem grande impacto nos rumos do clube, que busca se consolidar no cenário do futebol nacional e internacional.

Por ora, a controvérsia explica a movimentação jurídica e as acusações cruzadas entre Textor e quem administra o clube social. A decisão final da Justiça brasileira deve ser fundamental para definir quem controla o Botafogo nos próximos anos, num momento em que o clube tenta equilibrar interesses financeiros, esportivos e institucionais.

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O que sabemos?

  • Textor acionou a Justiça do Rio de Janeiro para impedir assembleia que pode alterar controle acionário do Botafogo.
  • A assembleia prevista envolve aumento de capital de R$ 2 milhões e emissão de 200 milhões de ações.
  • Textor afirma que a movimentação do clube social visa um "roubo" e que busca proteger seus direitos de acionista majoritário.
  • A controvérsia inclui a disputa sobre quem é o verdadeiro proprietário das ações da SAF do Botafogo.
  • A Justiça brasileira ainda não homologou as decisões internacionais favoráveis a Textor.

Fontes

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