Bilionários aparecem por trás das SAFs no futebol brasileiro, mas quem são eles?
Empresários de diferentes áreas investem na gestão dos clubes e estimulam debates sobre o futuro do esporte no país
Pesquisa aponta que 45,1% dos torcedores apoiam a entrada de investidores bilionários nas equipes de futebol; nomes como Rubens Menin e Pedro Lourenço estão entre os que adquiriram partes de clubes brasileiros por meio das SAFs.
Nos últimos anos, uma nova onda de empresários bilionários tem entrado no cenário do futebol brasileiro, moldando a gestão dos clubes por meio das chamadas SAFs — Sociedades Anônimas do Futebol. Segundo fontes não oficiais, uma pesquisa revelou que 45,1% dos torcedores apoiam essa iniciativa, enquanto a rejeição atinge principalmente torcidas de times como Flamengo, que demonstram certa resistência a esse modelo de gestão empresarial.
Entre os nomes de peso envolvidos ou próximos de adquirir participações, destaque para Rubens Menin, Pedro Lourenço e Marcos Lamacchia. Ainda segundo fontes, Menin e Pedrinho Lourenço já possuem participação acionária ou controle de clubes: Menin é dono de parte do Cruzeiro e Pedrinho do Atlético Mineiro. Lamacchia também estaria prestes a comprar a SAF do Vasco, embora essa informação ainda não tenha sido oficialmente confirmada pelos clubes ou pelos empresários envolvidos.
Sobre os empresários, o perfil de Pedro Lourenço chama atenção. Segundo relato, aos 70 anos, ele é fundador de uma rede de supermercados que atua principalmente em Minas Gerais e Espírito Santo. Sua trajetória começou na cidade de Paineiras, interior de Minas, e, após chegar a Belo Horizonte aos 18 anos para trabalhar no setor varejista, criou uma rede que hoje conta com mais de 400 lojas e um faturamento estimado em R$ 26 bilhões anuais, tornando-se a quarta maior varejista do Brasil.
Antes de se tornar acionista majoritário do Cruzeiro, Pedro Lourenço teria realizado diversos investimentos no clube, incluindo um empréstimo de cerca de R$ 6 milhões para a compra do meia uruguaio Arrascaeta, em 2015. Ainda segundo fontes, ele também é credor de valores que somam mais de R$ 28 milhões na recuperação judicial do clube, além de ter desembolsado aproximadamente R$ 600 milhões para adquirir 90% das ações da SAF do Cruzeiro. Desse valor, R$ 100 milhões foram convertidos de dívidas do clube para suas ações, R$ 150 milhões pagos ao longo de 2024 e os R$ 350 milhões restantes deverão ser quitados em um período de dez anos. Para esta temporada, o clube investiu mais de R$ 300 milhões em reforços, com uma folha salarial estimada em R$ 30 milhões mensais.
Por sua vez, Ruben Menin é engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Minas Gerais. Segundo relatos, sua fortuna não foi estimada publicamente, mas seu envolvimento no setor do futebol também chamou atenção, especialmente pelo fato de ser considerado uma das figuras que participaram do movimento de investidores que têm assumido o controle dos clubes brasileiros por meio das SAFs. Apesar das informações, todas ainda não foram oficialmente confirmadas.
O que sabemos?
- 45,1% dos torcedores apoiam as SAFs no futebol brasileiro.
- Rubens Menin e Pedro Lourenço são acionistas ou estão próximos de adquirir clubes por meio das SAFs.
- Pedro Lourenço é fundador de uma grande rede de supermercados e investiu cerca de R$ 600 milhões na SAF do Cruzeiro.
- Pedro Lourenço tem uma dívida de mais de R$ 28 milhões na recuperação judicial do Cruzeiro.
- Investimentos desses empresários vêm mudando a gestão e o perfil financeiro dos clubes brasileiros.
Fontes
- ge fonte especializada





