Esportes

Clima de fumaça no US Open gera reclamações durante partidas de tênis

Em apuração ?

Jogadores se manifestam por conta do cheiro de maconha que invadiu o complexo do torneio em Nova York

Jogadora Aryna Sabalenka durante partida no US Open reclamando do cheiro de maconha
Imagem: CNN Brasil

Durante partida no US Open, jogadora Aryna Sabalenka interrompeu o jogo para reclamar do forte odor de maconha na quadra. Este não é um problema novo na história do torneio, que frequentemente enfrenta reclamações semelhantes de atletas.

Na última sexta-feira (4), durante um jogo válido pelo US Open, a tenista Aryna Sabalenka, atual líder do ranking mundial, interrompeu uma partida contra Kamilla Rakhimova para fazer uma reclamação à arbitragem. Segundo a própria jogadora, o forte cheiro de maconha que invadia a Louis Armstrong Stadium tornou o ambiente desagradável, dificultando sua concentração. Ainda segundo a tenista, ela tinha iniciado o jogo vencendo por 3 a 0 no primeiro set, quando decidiu chamar a atenção da árbitra Eva Asderaki-Moore para a situação. Após a intervenção, Sabalenka conseguiu manter o foco e venceu a partida por 2 sets a 0.

O episódio reacendeu uma questão que há anos preocupa o torneio. O US Open, realizado dentro do Flushing Meadows-Corona Park, no Queens, é conhecido por estar cercado por zonas de áreas públicas abertas, o que facilita a circulação de ar entre o parque e as instalações do complexo de tênis. Em especial, a Quadra 17, localizada na extremidade do espaço, próxima ao parque, já havia sido citada por jogadores como Alexander Zverev, que brincou que o local parecia “a sala de estar do Snoop Dogg” por causa do odor. A própria Louis Armstrong, onde Sabalenka atuou, fica mais protegida, no interior do complexo, mas o cheiro ainda chega a algumas áreas, levando a questionamentos sobre a origem do fétido aroma.

Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, o cheiro de maconha parece vir de áreas externas ao estádio, possivelmente das arquibancadas ou das proximidades do parque. Este problema não é recente: atletas como Maria Sakkari, Nick Kyrgios e Katie Boulter também já relataram a presença do odor durante edições anteriores do torneio. Apesar de a planta cannabis ser legal para uso recreativo em Nova York desde 2021, a legislação estadual não autoriza fumar no âmbito do complexo do US Open, que é considerado uma área livre de fumaça, com proibição para cigarros, cannabis e cigarros eletrônicos. A organização do torneio, por sua vez, afirma que mantém equipes de segurança prontas para atuar em caso de flagrantes.

Essa postura da USTA, entidade responsável pela organização do torneio, inclui a cooperação com o Departamento de Polícia de Nova York e o Departamento de Parques na tentativa de reduzir a circulação de fumaça nas áreas próximas ao complexo. Ainda assim, o problema persiste, gerando incômodo não apenas para os jogadores, mas também para espectadores e equipe de apoio. No caso de Sabalenka, ela, que também se manifestou com bom humor após a vitória, disse: “Vocês podem fazer o que quiserem, podem fumar o que quiserem, podem relaxar o quanto quiserem, mas, por favor, não façam isso perto das quadras de tênis.” A questão levanta o debate sobre até que ponto o ambiente externo influencia a atmosfera de competições internas, mesmo em eventos de alto nível como o US Open.

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O que sabemos?

  • Aryna Sabalenka interrompeu jogo no US Open devido ao odor de maconha
  • O cheiro voltou a ser um problema na edição de 2023, especialmente na Louis Armstrong Stadium
  • Jogadores anteriores também relataram cheiro de cannabis durante o torneio
  • Cannabis é legal em Nova York desde 2021, mas uso no complexo do US Open é proibido pela organização

Fontes

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