Cheiro de maconha no US Open chama atenção de jogadores e público
Incidente durante partida de Aryna Sabalenka reacende debate sobre presença de odor no torneio
Em um episódio que chamou a atenção nesta sexta-feira, a líder do ranking mundial de tênis, Aryna Sabalenka, interrompeu sua partida no US Open para reclamar do forte cheiro de maconha na Louis Armstrong Stadium. O incidente reacende discussões sobre a circulação de cannabis no entorno do evento.
Nesta sexta-feira, 4 de setembro, o forte odor de maconha voltou a pautar o cotidiano do US Open, um dos maiores torneios de tênis do mundo, realizado no bairro de Flushing Meadows, bairro do Queens, em Nova York. Durante sua partida contra Kamilla Rakhimova, a tenista bielarussa Aryna Sabalenka, atual líder do ranking mundial, foi interrompida por alguns segundos por uma reclamação ao árbitro devido ao cheiro forte que invadia a Louis Armstrong Stadium, onde acontecia o confronto. Segundo a própria Sabalenka, ela perguntou à arbitragem se alguém podia tomar uma atitude, pois o odor estava muito intenso. Ainda assim, a jogadora seguiu na partida e terminou vencendo por 2 sets a 0, após estar vencendo por 3 a 0 no primeiro set, garantindo sua passagem para as fases seguintes do torneio.
A situação reacendeu debates que já acontecem há anos no complexo do US Open, que fica dentro do Flushing Meadows-Corona Park, uma ampla área pública no Queens. A proximidade do parque e suas áreas abertas favorece a circulação de ar, o que, segundo relatos, facilita a dispersão de odores, especialmente na Quadra 17, localizada na extremidade do complexo e próxima ao parque, onde o cheiro de cannabis frequentemente é mencionado pelos jogadores. Ainda não há confirmação oficial se o odor detectado na partida de Sabalenka teria vindo das arquibancadas ou de áreas externas próximas ao estádio, mas o episódio reforça a reputação do local como palco de reclamações recorrentes relacionadas ao uso de maconha durante o evento.
Embora a legislação de Nova York permita o uso recreativo da cannabis para maiores de 21 anos desde 2021, essa autorização não se estende às áreas do US Open, onde o consumo, especialmente fumar, é explicitamente proibido pela organização, a United States Tennis Association (USTA). O complexo é considerado uma área livre de fumaça, com equipes de segurança treinadas para atuar contra quem fume dentro das instalações. A parceria da USTA com o Departamento de Polícia de Nova York e o Departamento de Parques também tem como objetivo diminuir a circulação de odor e o uso de cannabis na região próxima ao torneio.
Não é novidade que o cheiro de maconha incomoda jogadores e espectadores no torneio. Eventos anteriores, como em 2023, contaram com queixas de nomes como Maria Sakkari e Alexander Zverev, este último até brincou que a Quadra 17 parecia “a sala de estar do Snoop Dogg” por causa do cheiro. Ainda assim, relacionar a situação ao fato de a maconha ser legal no estado de Nova York é complexo: legalidade não significa permissão para fumar em qualquer lugar, especialmente em ambientes públicos ou eventos esportivos. A própria organização do US Open reforça seu compromisso em impedir o uso de substâncias e manter um ambiente adequado para a competição de alto nível.
Após a vitória, Sabalenka comentou de forma bem-humorada sobre o episódio, dizendo que as pessoas podem fazer o que quiserem, mas pediu que evitassem fumar perto das quadras. “Vocês podem fazer o que quiserem, podem fumar o que quiserem, podem relaxar o quanto quiserem, mas, por favor, não façam isso perto das quadras de tênis”, declarou, segundo informações da CNN Brasil. A questão do odor de cannabis no US Open não parece ter sido resolvida definitivamente, mas certamente reforça uma das peculiaridades do torneio, que há anos convive com relatos de jogadores e espectadores sobre a presença de cheiro de maconha na área.
O que sabemos?
- Aryna Sabalenka reclamou do cheiro de maconha durante partida no US Open.
- O incidente ocorreu na sexta-feira, 4 de setembro, na Louis Armstrong Stadium.
- A líder do ranking venceu seu jogo por 2 sets a 0.
- O complexo fica dentro do Flushing Meadows-Corona Park, no Queens, Nova York.
- A circulação de ar na região facilita a dispersão de odores, especialmente na Quadra 17.
Fontes
- CNN Brasil imprensa


