Esportes

Atleta etíope sofre cãibras na última fase e perde recorde em Berlim

Em apuração ?

Tigst Assefa liderava a maratona, mas dificuldades físicas a impediram de alcançar a marca histórica

Tigst Assefa caminhando com dificuldade após terminar a maratona de Berlim
Imagem: CNN Brasil

Durante a maratona de Berlim neste domingo, a etíope Tigst Assefa, que liderava a prova, sofreu com cãibras nos últimos quilômetros, impedindo-a de estabelecer um novo recorde mundial. Ainda assim, ela conquistou seu terceiro título na cidade.

Na manhã ensolarada de domingo em Berlim, milhares de torcedores acompanharam a tentiva da maratonista etíope Tigst Assefa de bater o recorde mundial da prova, que desde 2018 está nas mãos da queniana Ruth Chepngetich, com o tempo de 2h09min56s. Segundo informações da própria assessoria da atleta, ela manteve um ritmo forte durante quase toda a corrida, chegando ao km 35 com aproximadamente 20 segundos de vantagem sobre a marca que desejava superar. A expectativa era de que, com sua estratégia de acelerar na segunda metade da maratona, Assefa pudesse estabelecer um novo recorde na competição de percurso plano e rápido, popular tanto por seu nível técnico quanto por sua tradição histórica.

Entretanto, ao se aproximar do trecho final, próximo ao Portão de Brandemburgo, a atleta começou a apresentar dificuldades. Segundo a reportagem da CNN Brasil, ela começou a 'limpar a marcha' com uma caminhada tática, tentando recuperar energias, mas foi surpreendida por cãibras intensas nos dois músculos posteriores das pernas. Mesmo assim, a maratonista se recusou a desistir, forçando-se a seguir em frente e lutando para chegar à linha de chegada. O tempo oficial, divulgado através de fontes não confirmadas oficialmente, foi de 2h11min04s, quase dois minutos além do recorde pretendido, mas suficiente para garantir seu terceiro título na maratona de Berlim e a medalha de ouro na prova feminina.

Segundo relatos, mesmo com as cãibras, Assefa caminhou com dificuldade após cruzar a linha de chegada, visivelmente frustrada, antes de cair no chão. Todo o esforço foi acompanhado por uma multidão de espectadores ao longo do percurso, que assistiram à sua trajetória de liderança e superação. A segunda colocação ficou com Bedatu Hirpa, também da Etiópia, enquanto Dera Dida, do mesmo país, completou o pódio em terceiro. A prova revelou uma dominância do esporte etíope na elite feminina, com as cinco primeiras colocadas todas atletas daquele país.

Nos homens, quem conquistou o primeiro lugar foi o etíope Guye Adola, com o tempo de 2h02min50s. Ele venceu a corrida, seguida pelo compatriota Gemechu Dida e pelo tanzaniano Gabriel Geay. Ainda não há confirmação oficial de que a lesão de Assefa seja decorrente de alguma condição específica, ou se ela foi resultado de uma fadiga extrema acumulada na corrida. O clube ou equipe técnica ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o incidente. A tentativa de Assefa evidencia a dificuldade de ultrapassar recordes históricos numa prova tão competitiva, mesmo com estratégias bem planejadas, e reforça o quanto a condição física é crucial na marca do maratonista.

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O que sabemos?

  • Tigst Assefa liderava a maratona de Berlim.
  • Tentativa de recorde mundial de 2h09min56s.
  • Ela sofreu cãibras nos últimos quilômetros.
  • Terminou com o tempo de 2h11min04s.
  • Venceu sua terceira maratona em Berlim.

Fontes

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