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Equipe de documentário na Amazônia enfrenta ameaças durante gravações

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Produção da HBO Max precisou fugir às pressas após ameaças ligadas a questão de uma suposta cidade perdida

Equipe de filmagem embarcando rapidamente em barco ao amanhecer na Amazônia
Imagem: CNN Brasil

A equipe responsável pela nova série documental da HBO Max contou que precisou abandonar a Amazônia de forma rápida após receber ameaças de morte, relacionadas às suas investigações sobre histórias locais. A produção enfrentou desafios logísticos e de segurança durante as filmagens, que ocorreram em regiões de difícil acesso.

Segundo a diretora Tatiana Issa, a equipe do documentário "Morte e Mistério na Amazônia" precisou deixar a região do Alto Rio Negro às pressas após sofrer ameaças de morte durante as gravações. Ainda de acordo com ela, o episódio aconteceu logo após uma entrevista com Tatunca Nara, uma figura central na narrativa, que até hoje defende a existência de uma "cidade perdida" chamada Akakor, localizada na floresta amazônica. A produção revelou que, após a realização de uma entrevista considerada crucial, perceberam a presença de uma ameaça real, o que levou a equipe a fugir às pressas de barco durante a madrugada, com risco de vida.

Segundo Tatiana, essa foi a primeira vez que Tatunca Nara concedeu uma entrevista longa, algo considerado importante para confronto de versões, uma vez que suas aparições anteriores foram rápidas ou não contestadas. A diretora destacou que a intenção não era dar voz, mas confrontar a narrativa do entrevistado, que insiste na existência de uma civilização perdida na Amazônia. As gravações ocorreram em locações de difícil acesso, exigindo expedições pelo Alto Rio Negro, com longos dias de navegação que desafiaram a equipe tanto na logística quanto na resistência física. "Filmamos in loco, enfrentando cansaço, desafios de navegação e o próprio perigo da região", afirmou Tatiana.

A história de Akakor, que ganhou notoriedade nas décadas de 1970 e 1980, envolve relatos de uma civilização antiga vivendo na floresta e despertou o interesse de aventureiros e estudiosos internacionais. Ainda não há confirmação oficial de situações mais extremas além da ameaça de morte sofrida pelos cineastas, e o clube envolvido ou as fontes de apoio à produção não se pronunciaram até o momento. Ainda assim, o episódio evidencia os riscos enfrentados por equipes que buscam retratar aspectos pouco conhecidos e controversos da Amazônia, uma região marcada por histórias que mesclam lenda, busca por reconhecimento e mistério.

Por ora, a produção da HBO Max permanece fora da região, aguardando uma decisão oficial sobre os próximos passos, enquanto a narrativa do documentário promete mostrar uma faceta pouco explorada da floresta, com relatos de quem vive ou investiga o lado mais enigmático da maior floresta tropical do mundo.

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O que sabemos?

  • A equipe de "Morte e Mistério na Amazônia" precisou fugir às pressas após ameaças de morte.
  • A ameaça surgiu após entrevista com Tatunca Nara, que defende a existência de uma cidade perdida chamada Akakor.
  • As gravações ocorreram em locações difíceis de acesso na região do Alto Rio Negro.
  • Tatunca Nara concedeu sua primeira entrevista longa durante a projeto, sob concessão de confrontar suas versões.
  • A produção buscou retratar uma história envolvendo lendas e relatos antigos na Amazônia.

Fontes

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