Mercado financeiro reage com leveoscilação às pesquisas eleitorais e tensão no Oriente Médio
Taxas de juros do DI apresentam variações mínimas nesta manhã de segunda-feira, em meio a incertezas políticas e geopolíticas
Nesta segunda-feira (31), as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) tiveram pequenas oscilações, refletindo a combinação dos resultados das últimas pesquisas eleitorais no Brasil e o impacto dos ataques militares entre EUA e Irã no Oriente Médio.
Na manhã desta segunda-feira (31), as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs), instrumentos usados para medir as expectativas de juros futuros no Brasil, mostraram variações contidas, apesar da instabilidade política e internacional que interferem nos mercados. Segundo a CNN Brasil, às 10h, a taxa do DI para janeiro de 2028 registrava 13,79%, uma alta marginal de 1 ponto-base em relação ao ajuste anterior, de 13,779%.
Enquanto isso, na ponta longa da curva, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2035 apresentou leve queda, alcançando 14,56%, uma redução de 3 pontos-base ante o percentual de 14,589% observado na última sessão. Esses movimentos refletem uma leitura cautelosa dos investidores, que tentam equilibrar os efeitos das pesquisas eleitorais recentes com o aumento dos rendimentos dos Treasuries (títulos do governo norte-americano) de longo prazo e a valorização do dólar, motivados principalmente pelas tensões no Oriente Médio após novos ataques militares envolvendo Estados Unidos e Irã.
Do lado político, duas pesquisas presidenciais divulgadas nesta manhã reforçaram a percepção de que a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro permanece apertada. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Lula com 47,1% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 42,6% de Flávio Bolsonaro, uma diferença menor do que a observada em julho, quando os percentuais eram de 49,2% e 42,9%, respectivamente. A margem de erro dessa pesquisa é de um ponto percentual.
Outra pesquisa, realizada pelo BTG/Nexus, indicou um cenário ainda mais acirrado, com Lula alcançando 46% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 45%, configurando um empate técnico, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais. No mercado, alguns agentes interpretam que a reeleição de Lula poderia ter impacto negativo nas perspectivas de equilíbrio fiscal do país. Por isso, a proximidade entre os dois candidatos tem funcionado como um fator de pressão para baixa no dólar e para queda na curva de juros.
A pressão dos fatores externos, por outro lado, tem puxado as taxas para cima nesta manhã, diante do avanço nos rendimentos dos títulos públicos americanos e do aumento do preço do petróleo para acima de US$ 100 por barril. Em outro momento, como já registrado em dias recentes, a queda no preço do petróleo para abaixo dos US$ 80 foi associada à redução das taxas de juros, refletindo a sensibilidade dos mercados a esses indicadores globais. É importante destacar que as informações aqui mencionadas são baseadas exclusivamente na reportagem da CNN Brasil, e outras fontes oficiais ainda não confirmaram estas movimentações.
O que sabemos?
- Taxa do DI para janeiro de 2028 subiu 1 ponto-base para 13,79% às 10h de 31/07.
- Taxa do DI para janeiro de 2035 caiu 3 pontos-base, para 14,56%.
- Pesquisas eleitorais indicam disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro, com margens de erro que sugerem empate técnico.
- Tensão no Oriente Médio com ataques entre EUA e Irã estão pressionando juros e dólar para cima.
Fontes
- CNN Brasil imprensa



