Mercado da soja estabiliza em Chicago após três semanas de alta
Realização de lucros e volatilidade nos derivados influenciam cotações, enquanto expectativa com China e biocombustíveis sustentam preços
Após três semanas consecutivas de ganhos, a soja fechou estável na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (31), com ligeira alta nos contratos para janeiro, em meio a movimentos de realização de lucros, queda nos preços do farelo e alta do petróleo no cenário internacional.
A soja fechou com pouca variação na Bolsa de Chicago na segunda-feira (31), após três semanas consecutivas de alta, segundo dados da Granar. O contrato para entrega em novembro ficou estável em US$ 12,88 por bushel, enquanto o vencimento para janeiro avançou 0,04%, para US$ 13,03. A realização de lucros pelos investidores foi o principal fator para a estabilização das cotações, após o produto ter atingido na última sexta-feira o maior preço em 26 meses.
Além disso, a queda nos preços do farelo de soja, produto derivado do grão e usado principalmente na alimentação animal, e a volatilidade observada no óleo de soja pressionaram negativamente as cotações da oleaginosa. Apesar dessas influências, as expectativas de aumento das compras chinesas de soja dos Estados Unidos agiram como um suporte para os preços, restringindo eventuais perdas.
Outro elemento importante que contribuiu para a sustentação dos preços foi a forte valorização do petróleo no mercado internacional. Conforme análise da Datagro, a alta do petróleo favorece a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de matérias-primas agrícolas, aumentando a demanda por commodities como soja e milho.
Por outro lado, os produtores agrícolas dos Estados Unidos estão apreensivos com a possibilidade do governo do presidente Donald Trump aprovar um volume maior de isenções para pequenas refinarias nas regras de mistura de combustíveis renováveis, conforme fontes consultadas pela Reuters. As isenções extras podem reduzir a demanda pelo milho e soja usados na fabricação desses biocombustíveis, provocando pressão no setor. Por isso, agricultores pressionam a Agência de Proteção Ambiental dos EUA por mecanismos que compensem o impacto e preservem o consumo dessas fontes renováveis.
O mercado mantém atenção voltada para a divulgação do boletim semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que trará informações sobre as condições e o desenvolvimento das lavouras do país, podendo impactar os preços da soja nas próximas semanas. Até o momento, essa é a única informação de mercado mais recente confirmada pela CNN Brasil, sem confirmação oficial por outras fontes.
O que sabemos?
- Soja encerrou estável em US$ 12,88 por bushel para novembro na Bolsa de Chicago na segunda-feira (31).
- Contrato para janeiro de soja avançou 0,04%, para US$ 13,03 por bushel.
- Realização de lucros após máxima de 26 meses na última sexta-feira impactou a estabilidade do preço.
- Expectativas de aumento das compras chinesas e valorização do petróleo sustentaram preços; temor por aumento das isenções para refinarias nos EUA afeta demanda.
Fontes
- CNN Brasil imprensa




