Economia

Especialistas discutem regime de metas de inflação no Brasil à luz de análise do FMI

Em apuração ?

Nota técnica do FMI destaca alinhamento institucional do Brasil a padrões internacionais e ressalta heterogeneidades das economias emergentes

Gráfico ilustrativo de metas de inflação e taxa de juros no Brasil
Imagem: Folha de S.Paulo

Samuel Pessôa, diretor do Brasil no FMI e professor da UnB, analisa regime de metas de inflação brasileiro, atualmente em 3%, e destaca que sua adequação deve considerar as características específicas do país, conforme nota técnica do FMI.

O regime de metas de inflação estabelece limites para o aumento dos preços na economia e tem sido objeto de estudos recentes no Brasil. Samuel Pessôa, diretor-executivo do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI), professor da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador associado ao Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE-FGV), baseia sua análise em uma Nota Técnica de Política do FMI (HTN/2026/04) que examina os regimes de metas inflacionárias em 36 economias emergentes.

De acordo com essa nota técnica, o Brasil possui uma meta de inflação de 3%, com uma banda de tolerância de 1,5 ponto percentual e um horizonte de convergência alinhados à experiência internacional. Entretanto, o documento ressalta que essa comparação não é um parâmetro definitivo para definir a meta adequada, considerando a heterogeneidade e os desafios específicos que caracterizam as economias emergentes.

O relatório destaca aspectos presentes no Brasil, como a participação significativa de componentes voláteis — como alimentos e energia —, elevada indexação de preços, grau elevado de repasse cambial ("passthrough") e uma ancoragem das expectativas de inflação considerada relativamente mais fraca, que são elementos relevantes para a formulação da política econômica.

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O que sabemos?

  • O Brasil adota uma meta de inflação de 3% com uma banda de 1,5 ponto percentual.
  • A nota técnica do FMI (HTN/2026/04) analisou 36 economias emergentes e posicionou o Brasil dentro da experiência internacional.
  • Fatores como componentes voláteis, indexação de preços e repasses cambiais influenciam a inflação no Brasil de forma específica.
  • A informação foi divulgada somente pela Folha de S.Paulo, sem confirmação oficial por outras fontes.

Fontes

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