Economia

Queda nos pedidos de recuperação judicial no agronegócio impulsiona esperança de mudança

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Segundo dados, setor registrou a primeira redução nos pedidos em mais de um ano

Imagem: Folha de S.Paulo

Dados da Serasa Experian apontam uma queda de 20,7% nos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro no segundo trimestre de 2026, sinalizando possível melhora na situação financeira do setor.

De acordo com uma análise divulgada pela Serasa Experian nesta segunda-feira (19), o setor do agronegócio brasileiro registrou uma redução de 20,7% nos pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram contabilizados 448 pedidos contra 565 de um ano atrás, marcando a primeira queda neste período desde 2022.

Para quem não está familiarizado, pedir recuperação judicial é uma medida adotada por empresas ou produtores rurais que enfrentam dificuldades financeiras, buscando reestruturar suas dívidas e evitar a falência. Embora a diminuição seja vista por alguns como um sinal positivo, especialistas destacam a necessidade de cautela, já que o cenário financeiro do setor ainda é considerado desafiador. Segundo Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa, "a desaceleração deve ser interpretada com cautela, pois os custos ainda permanecem elevados e o endividamento continua elevado".

O levantamento também revelou que, na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando foram registrados 474 pedidos, a retração foi de 5,5%. Isto indica uma desaceleração na quantidade de produtores rurais e empresas do setor buscando essa alternativa judicial de reestruturação. Entre os estados, o Mato Grosso liderou os pedidos, com 107 registros, refletindo a forte presença do cultivo de soja, que concentrou 70 solicitações de recuperação judicial no período.

Apesar dos números mais amenos, o setor agrícola ainda enfrenta dificuldades devido aos custos elevados de produção, maior seletividade na concessão de crédito e um cenário de endividamento elevado. Os analistas deixam claro que, mesmo com a queda no número de pedidos, o contexto econômico do agronegócio continua delicado, exigindo atenção e estratégias de longo prazo para a recuperação de suas finanças.

Por enquanto, o que se sabe é que essa redução marcou uma mudança na trajetória do setor, que até então vinha apresentando altas consecutivas nos pedidos de recuperação judicial nos últimos anos. Ainda não há uma confirmação oficial de que essa seja uma tendência consolidada, ou se será apenas uma pequena pausa antes de novos desafios surgirem, mas o dado atual desperta uma esperança de que o setor possa estar começando a buscar caminhos mais estáveis diante do cenário econômico adverso.

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O que sabemos?

  • Pedidos de recuperação judicial no agronegócio caíram 20,7% no segundo trimestre de 2026 comparado ao mesmo período do ano anterior.
  • Número de pedidos foi 448, contra 565 no mesmo período do ano anterior.
  • Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a queda foi de 5,5%.
  • Mato Grosso liderou os pedidos, com 107 registros; soja concentrando 70 solicitações.
  • Especialistas recomendam cautela, cenário ainda desafiador devido a custos elevados e endividamento.
  • Primeira queda nos pedidos desde 2022, apontando possível mudança na tendência.
  • Dados foram levantados pela Serasa Experian e divulgados nesta segunda-feira.

Fontes

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