Economia

Projeções econômicas revelam desafios e oportunidades na América Latina e no mundo em 2026

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Banco Mundial aponta desaceleração na Europa, na Ásia Central e mudanças no crescimento regional latino-americano

Gráfico ilustrando projeções de crescimento econômico regional em 2026
Imagem: Folha de S.Paulo

A América Latina deve crescer 2,2% em 2026, um leve recuo em relação a 2025, enquanto a Europa e Ásia Central enfrentam desaceleração. Países como Argentina, Paraguai e El Salvador se destacam positivamente.

Segundo o Banco Mundial, a economia da América Latina e do Caribe deve crescer 2,2% em 2026, um leve declínio em comparação aos 2,4% de 2025. A previsão foi divulgada nesta terça-feira (6) e revela uma região que, apesar de desacelerar, mantém potencial de crescimento mais sólido e ambicioso, especialmente em países como El Salvador, Paraguai e Argentina, que apresentam as maiores taxas na região.

El Salvador deve alcançar um crescimento de 4,5%, enquanto o Paraguai registra uma previsão de 4,7%, impulsionados por condições melhores de segurança e políticas de austeridade que estimulam o investimento privado, conforme explicou uma fonte do banco. Já a Argentina, que teve uma redução de 4,5% no crescimento em relação ao ano passado, projeta um crescimento de 2,1% em 2026, marcando uma trajetória de crescimento por três anos consecutivos, algo inédito há quase duas décadas. Acredita-se que o país esteja se recuperando graças a um processo de ajuste fiscal, reformas tributárias e uma economia mais aberta, embora o clube não tenha se pronunciado oficialmente sobre essa expectativa.

Enquanto a América Latina enfrenta sua própria dinâmica, o Banco Mundial prevê que na Europa e na Ásia Central o crescimento também desacelere, passando de 2,6% para 2,2% em 2026. A expectativa anterior, divulgada em junho, era de um avanço de 2,1% para este ano e de 2,5% para 2025. A desaceleração regional é atribuída ao aumento nos preços de energia, à incerteza econômica e à fraca expansão dos principais parceiros comerciais, embora a maioria dos países resista graças à redução do consumo de energia, políticas governamentais reforçadas e demanda interna robusta, conforme destacou a vice-presidente do banco para a região.

Excluindo a Rússia, responsável por cerca de 40% da produção regional, o crescimento esperado para 2026 na Europa e Ásia Central recuaria para aproximadamente 3%, contra 3,7% em 2025. Ainda assim, a região apresenta resiliência, com uma maior diversificação econômica que ajuda a mitigar impactos de crises externas. Entre os países que se destacam na Ásia Central, o Quirguistão deve crescer cerca de 9,6%, enquanto o Uzbequistão tem uma previsão de 7,9% de expansão — o que faz dessa sub-região uma das mais aceleradas do continente.

Essas projeções, divulgadas uma semana antes da reunião semestral do Banco Mundial, mostram um pano de fundo de incertezas para o cenário global, mas também sinalizam oportunidades de crescimento para países que investem em políticas econômicas sólidas e inovação, como a inteligência artificial, que, segundo a instituição, pode reforçar a produtividade e ajudar a compensar as perdas provocadas pelo declínio na força de trabalho em idade ativa. Ainda não há confirmação oficial de detalhes adicionais, uma vez que o banco não se pronunciou além do divulgado nesta terça-feira, e nenhuma nova medida nacional ou regional foi anunciada neste momento.

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O que sabemos?

  • América Latina deve crescer 2,2% em 2026, desacindo de 2,4% em 2025
  • El Salvador e Paraguai têm as maiores taxas na região, 4,5% e 4,7% respectivamente
  • Argentina projeta crescer 2,1% em 2026 após queda de 4,5% no ano anterior
  • Europa e Ásia Central devem desacelerar para 2,2% em 2026, de 2,6% em 2025
  • Excluindo a Rússia, crescimento na região deve recuar para aproximadamente 3%

Fontes

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