Economia

Dólar atinge menor valor desde maio e Ibovespa apresenta leve recuo após alta recorde

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Mercado financeiro ajusta expectativas após forte volatilidade recente

Imagem: Agência Brasil

O dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio, refletindo otimismo dos investidores com o cenário político e externo. O Ibovespa, por sua vez, recuou após recordes históricos, indicando uma realização de lucros.

Nesta terça-feira (6), o mercado financeiro brasileiro passou por um dia de ajustes após uma série de oscilações e movimentos expressivos. Segundo fontes, o dólar comercial fechou a sessão cotado a R$ 4,975, uma queda de 0,55%, sendo sua menor cotação de fechamento desde 12 de maio, quando terminou o dia em R$ 4,895. A mínima chegou a R$ 4,945 às 10h11, o que representou uma baixa de 1,14% na manhã — o dólar chegou a cair mais durante o pregão, atingindo sua menor cotação. Essa forte queda faz parte de uma tendência de redução do valor da moeda americana no mercado brasileiro, que acumula uma queda de 9,37% em 2026, considerando os movimentos recentes. Investidores avaliam que essa valorização do real está relacionada ao resultado do primeiro turno das eleições, com a possibilidade de mudança de governo, o que poderia diminuir o prêmio de risco dos ativos brasileiros e promover uma agenda de ajuste fiscal. Além disso, o contexto externo também colaborou com essa valorização, com o dólar recuando frente a outras moedas de países emergentes como peso mexicano, rand sul-africano e peso chileno. Ainda segundo fontes, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas, caiu 0,31%, estabilizando-se em 101,848 pontos no fim da tarde.

O mercado de ações também refletiu esses movimentos, com o Ibovespa encerrando a sessão em queda de 0,52%, aos 205.835,29 pontos, após atingir máximas históricas na segunda-feira. Este índice oscilou entre 204.725,23 pontos na mínima e 209.522,60 na máxima, e, apesar da baixa, permaneceu acima dos 200 mil pontos. Segundo fontes, esse movimento de realização de lucros aconteceu após a forte valorização provocada pelos resultados eleitorais, que na segunda-feira havia impulsionado a maior valorização diária em anos. O volume financeiro negociado nesta terça-feira foi de aproximadamente R$ 58 bilhões. No mês de outubro, considerando os quatro pregões já realizados, o Ibovespa acumula alta de 10,46%, e no ano, esse avanço chega a 27,75%.

Com relação ao mercado internacional, o petróleo também se manteve praticamente estável, equilibrando preocupações geopolíticas no Oriente Médio com sinais de maior oferta da commodity. O barril do tipo Brent subiu 0,26%, fechando a US$ 100,58, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 0,01%, chegando a US$ 89,44. Segundo fontes, o aumento dos preços do petróleo foi contido por informações de que o Oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita, transportou 5,8 milhões de barris apesar das hostilidades na região, e pelas projeções do Departamento de Energia dos Estados Unidos, que elevou suas estimativas de preço para o Brent em US$ 96 por barril em 2026 e US$ 84 em 2027.

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O que sabemos?

  • Dólar fechou a R$ 4,975, menor valor desde maio
  • Ibovespa recuou 0,52%, porém permaneceu acima de 200 mil pontos
  • Mercado avalia que eleição e cenário externo influenciam o movimento
  • Dólar acumula queda de 9,37% em 2026
  • Petróleo se mantém estável, com o Brent a US$ 100,58

Fontes

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