Economia

Deterioração dos resultados bancários no terceiro trimestre aponta para cenário mais desafiador

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Alta na inadimplência e menor ritmo de empréstimos preocupam o setor financeiro

Gráfico mostrando aumento de inadimplência no sistema financeiro
Imagem: Folha de S.Paulo

Analistas preveem que o desempenho dos bancos deve ser negativamente impactado no terceiro trimestre, com aumento na inadimplência e custos de crédito elevados, podendo refletir em prejuízos até 2027.

De acordo com fontes do setor financeiro, o acompanhamento dos resultados dos bancos revela uma tendência preocupante para o terceiro trimestre deste ano. Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, os maiores bancos do país devem apresentar desempenho mais fraco, impulsionado por uma alta na inadimplência e por um aumento nos custos de crédito, o que pode comprometer os lucros e indicar possibilidades de dificuldades ainda maiores até 2027.

Segundo dados do Banco Central, o índice de empréstimos em atraso há mais de 90 dias atingiu um novo recorde em agosto: 5,04% de todo o crédito do sistema financeiro estava inadimplente, o que representa uma linha de tendência de deterioração. Entre pessoas físicas, o percentual é ainda maior, chegando a 6,03%, também uma marca histórica, enquanto o índice de inadimplência para pessoas jurídicas é de 3,35%, o maior desde 2017, segundo uma série histórica iniciada em 2011.

Analistas do BTG Pactual, conforme relatado por fontes do setor, destacam que o cenário macroeconômico permanece desafiador, marcado por juros mais altos por mais tempo e por uma crescente preocupação com um possível ciclo de crédito mais difícil previsto para 2027. Com esse panorama, eles acreditam que bancos privados têm reduzido o ritmo de concessão de empréstimos entre julho e setembro, o que também impacta negativamente seus ganhos, além de aumentar a provisão contra devedores duvidosos (PDD), ou seja, o valor que o banco estima que não será reembolsado.

Por sua vez, as instituições financeiras têm adotado medidas de contenção de gastos na operação, o que também deve refletir em uma piora nos resultados do setor. Ainda segundo as fontes, essa combinação de fatores pode levar a uma previsão de resultados mais fracos para o terceiro trimestre, com efeitos que podem se estender até 2027, dificultando a recuperação do setor. Movimentações como o Feirão Limpa Nome, promovido pela Serasa, oferecem descontos para quem deseja renegociar dívidas, refletindo o aumento na inadimplência da população.

Profissionais do setor comentam que, apesar das dificuldades, o mercado espera que essa fase de maior inadimplência sirva como um indicativo de que bancos estão se preparando para um cenário onde o ciclo de crédito mais difícil seja mais duradouro, transmitindo sinais de cautela ao mercado financeiro e aos consumidores.

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O que sabemos?

  • O índice de empréstimos em atraso há mais de 90 dias atingiu 5,04% em agosto.
  • Inadimplência de pessoas físicas é de 6,03%, maior recorde.
  • Índice de inadimplência de empresas é de 3,35%, maior desde 2017.
  • Analistas preveem piora nos resultados dos bancos no 3º trimestres.
  • Previsões indicam dificuldades que podem se prolongar até 2027.

Fontes

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