Empregados da Caixa mantêm greve após rejeição de proposta final pelo banco
Categoria decidiu continuar a paralisação por tempo indeterminado, com foco em melhorias no plano de saúde dos funcionários
Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal rejeitaram a última proposta do banco para encerrar a greve iniciada na semana passada, em uma decisão tomada por ampla maioria durante assembleia.
Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram nesta sexta-feira, após uma assembleia que terminou às 23h, continuar a greve iniciada na quinta-feira (10). Segundo informações do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos votos foram contrários à proposta final apresentada pelo banco, que buscava encerrar o movimento de paralisação dos funcionários.
A proposta do banco incluía diversas melhorias, como um prêmio de R$ 3 mil por empregado, o pagamento do salário reajustado, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de um bônus chamado Super Caixa. Também estava prevista a ampliação do limite de participação do banco no custeio do plano de assistência médica dos funcionários, o Saúde Caixa, passando de 6,5% para 8%. Essa questão tem sido o principal ponto de divergência entre empregados e banco, pois os trabalhadores reivindicam melhores condições e uma definição clara sobre as mudanças propostas.
Antes da votação, o banco afirmou que a proposta seria a última, indicando que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso os empregados a rejeitassem. A saída judicial prevista é o dissídio coletivo, uma ferramenta que a Justiça do Trabalho pode usar para estabelecer condições de acordo entre as partes, caso as negociações permaneçam travadas. Segundo informações de uma fonte próxima às negociações, o banco ainda não se pronunciou oficialmente sobre essa possibilidade, mas confirmou que mantém o diálogo aberto em busca de um entendimento que possa evitar a continuidade da greve.
A paralisação é de âmbito nacional e afeta toda a rede de atendimento da instituição, impactando clientes em diversas regiões. Os trabalhadores dizem que a luta principal é por melhorias no plano de saúde, cuja revisão está em pauta há meses, e reafirmam a disposição de negociar, apesar da rejeição da última proposta. Ainda não há uma data definida para o retorno às atividades, enquanto as entidades sindicais permanecem na tentativa de avançar nas negociações, aguardando uma possível nova rodada de conversas com o banco.
De acordo com fontes do setor, a Caixa ainda não anunciou oficialmente qual será o próximo passo diante da rejeição, mas o clima nos bastidores indica que o impasse pode se estender nas próximas semanas, dependendo de como evoluirão as possíveis ações judiciais ou novas propostas do banco. Ou seja, a indefinição segue como uma incógnita sobre o movimento, que entra agora na sua segunda semana. O impacto na rotina dos funcionários e na atenção ao público permanece, enquanto as discussões entre as partes continuam sem uma solução concreta até o momento.
O que sabemos?
- Os empregados da Caixa rejeitaram a proposta final do banco em assembleia.
- A votação ocorreu às 23h de sexta-feira, com 68% contra a proposta.
- A paralisação começou na quinta-feira (10) e é por tempo indeterminado.
- A proposta previa benefícios financeiros e mudanças no plano de saúde.
- O principal ponto de divergência é o modelo de custeio do Saúde Caixa.
Fontes
- G1 imprensa
- Agência Brasil fonte oficial
- Folha de S.Paulo imprensa




