Brasil registra aumento de déficit nas contas externas e primário em agosto
Dados do Banco Central e Tesouro Nacional apontam desafios fiscais e econômicos recentes
Em agosto, o Brasil apresentou um déficit de US$ 5,1 bilhões nas contas externas, enquanto o governo central anunciou um déficit primário de R$ 13,6 bilhões. Os números revelam dificuldades na balança comercial e nas finanças públicas, com impacto potencial na economia.
As contas externas do Brasil continuam apresentando sinais de fragilidade, conforme divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (28). Segundo o relatório do setor externo, o déficit na balança de pagamentos alcançou US$ 5,1 bilhões em agosto deste ano, podendo indicar uma saída de recursos maior do que a entrada, apesar de uma melhora parcial na balança comercial. Ainda assim, o déficit cresceu em relação ao mesmo mês de 2025, quando foi de US$ 3,8 bilhões, sinalizando que o país enfrenta dificuldades na manutenção do equilíbrio financeiro internacional.
De acordo com os dados da entidade, esse valor reflete a diferença entre os produtos exportados e importados, além dos serviços contratados e das remessas de brasileiros ao exterior, incluindo lucros e dividendos enviados por empresas brasileiras. No acumulado de 12 meses encerrados em agosto, o déficit chegou a US$ 63 bilhões, o equivalente a 2,47% do Produto Interno Bruto (PIB), sugerindo um impacto considerável na economia nacional.
Além das contas externas, a situação das contas internas também chamou atenção nesta terça-feira (29). Segundo o Tesouro Nacional, o governo central registrou um déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, valor que ficou acima do registrado no mesmo período de 2022, quando as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social apresentaram um déficit de R$ 15,54 bilhões — uma variação de 7,1% já descontada a inflação, ainda segundo o relatório divulgado.
Esses números reforçam o quadro de tensões fiscais enfrentadas pelo país, mesmo com a melhora recente na balança comercial. Segundo fontes, a ampliação dos gastos líquidos com serviços e a crescente remessa de lucros ao exterior contribuíram para o aumento do déficit externo. O resultado do déficit primário indica que as despesas do governo civis, previdência e outros órgãos públicos superaram as receitas arrecadadas, o que pode impactar a política fiscal e a confiabilidade dos indicadores econômicos brasileiros.
Economistas e analistas financeiros avaliam que esses números representam um sinal de alerta para a economia brasileira, já que um déficit elevado nas contas externas e na dívida pública pode dificultar a recuperação econômica, especialmente em um cenário de incertezas globais. Ainda não há confirmação de medidas específicas para reverter essa situação, e o governo não se pronunciou oficialmente sobre possíveis alternativas.
O que sabemos?
- Brasil tem déficit de US$ 5,1 bilhões nas contas externas em agosto.
- Déficit nas contas externas de agosto foi maior que o de 2025, que foi de US$ 3,8 bilhões.
- Ao longo de 12 meses encerrados em agosto, o déficit total de transações correntes foi de US$ 63 bilhões, ou 2,47% do PIB.
- Governo registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, acima do registrado no mesmo período de 2022.
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- Agência Brasil fonte oficial
- Folha de S.Paulo imprensa
- UOL Notícias imprensa
- CNN Brasil imprensa





