Economia

Atraso nas importações de ureia gera preocupações para a safra de milho no Brasil

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A importação abaixo do esperado pode impactar recomposição dos estoques para 2026, aponta análise de mercado

Tanque de armazenamento de fertilizantes no campo agrícola
Imagem: CNN Brasil

O atraso na importação de ureia, fertilizante essencial para a safra de milho, preocupa produtores brasileiros. Embora as importações devam se recuperar no segundo semestre, a reposição pode não ser suficiente para compensar a redução até julho.

Segundo análise do Rabobank, uma das maiores instituições financeiras especializadas em mercado agrícola, o Brasil enfrenta dificuldades em recompor o estoque de ureia para a próxima safra de milho. Apesar de projeções indicarem que as importações devem se recuperar no segundo semestre de 2026, o volume total importado ainda pode ficar cerca de 5% abaixo do registrado no ano passado, o que acende um alerta para produtores e especialistas no setor agrícola.

Este cenário se deve, principalmente, à maior volatilidade do mercado global de fertilizantes desde o início de março, influenciada pelo agravamento do conflito no Oriente Médio. A incerteza aumentou a volatilidade dos preços, levando produtores brasileiros a adiar compras de ureia, um fertilizante fundamental na adubação das lavouras, sobretudo para o plantio da safrinha de milho — a segunda fase da colheita que acontece após a colheita principal, geralmente na soja.

Entre janeiro e julho deste ano, o Brasil importou aproximadamente 2,33 milhões de toneladas de ureia, volume 25% inferior às 3,07 milhões de toneladas importadas no mesmo período de 2025. Embora a previsão aponte aumento nas compras na segunda metade do ano, o Rabobank indica que, mesmo com cenário de importações mensais recordes entre agosto e dezembro, o volume total adquirido em 2026 ainda ficaria cerca de 5% abaixo do registrado em 2025.

Quando considerados os fertilizantes nitrogenados pelo equivalente de nutriente, o déficit é de aproximadamente 20% em relação a 2025, de acordo com a análise do Rabobank. Essa situação gera apreensão para a próxima safra de milho, devido à importância da ureia na adubação destas lavouras.

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O que sabemos?

  • O Brasil importou 2,33 milhões de toneladas de ureia entre janeiro e julho de 2026, 25% menos que no mesmo período de 2025, quando importou 3,07 milhões de toneladas.
  • Segundo análise do Rabobank, mesmo com aumento nas importações no segundo semestre de 2026, o volume total importado pode ficar cerca de 5% abaixo do registrado em 2025.
  • A maior volatilidade do mercado global de fertilizantes desde março de 2026, influenciada pela intensificação do conflito no Oriente Médio, levou produtores brasileiros a postergar compras de ureia.
  • O déficit de fertilizantes nitrogenados, pelo equivalente de nutriente, está estimado em cerca de 20% em relação a 2025, segundo Rabobank.
  • A ureia é um insumo essencial na adubação das lavouras para a safrinha de milho, cultura importante para o agronegócio brasileiro.

Fontes

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