Há 42 anos, navegante remava sozinho até a Bahia após marcante travessia do Atlântico
A história de Amyr Klink e a inspiração para o filme '100 Dias'
Em 1984, Amyr Klink completou uma travessia de 3.700 milhas náuticas entre Namíbia e Bahia, remando por 100 dias. Agora, em 2026, um navegador inspirado nesse feito tentou uma rota semelhante, concluindo em 136 dias.
Há exatos 42 anos, o navegador brasileiro Amyr Klink realizou uma das travessias mais épicas do oceano Atlântico, chegando à Bahia após 100 dias de remada solitária. O feito, que marcou a história da navegação de aventura, se reescreve em 2026 com um novo protagonista que tentou repetir a trajetória, inspirando um futuro filme. Segundo fontes da própria equipe de pesquisa, essa nova travessia foi conduzida por Raphael Garcia, que partiu da Namíbia e chegou ao litoral baiano em 136 dias, enfrentando desafios semelhantes aos de Klink, embora com diferenças na tecnologia e na duração total.
A navegação em 1984, segundo o relato de Amyr Klink, foi uma jornada de resistência e precisão. Sem GPS ou comunicações instantâneas, ele utilizou principalmente um sextante para se orientar, além de alimentos desidratados cuidadosamente planejados para a viagem. O percurso envolveu cerca de 3.700 milhas náuticas, aproximadamente 7 mil quilômetros, numa embarcação de apenas 5,94 metros de comprimento, sem motor algum. Durante a travessia, ele enfrentou encontros com tubarões, baleias, gaivotas e diversos peixes, além de lidar com o isolamento extremo. O momento de chegar à Praia da Espera, em um distrito de Camaçari, na Bahia, foi marcado por uma mistura de alívio e realização, com Amyr declarando: "Eu sabia que ia chegar desde o começo, vivo ou morto".
O percurso foi cuidadosamente planejado, considerando as rápidas correntes oceânicas e os ventos, que ajudaram na navegação. Amyr também foi responsável pela preparação da embarcação, que foi feita sob medida para suportar as condições do Atlântico Sul. Sua dieta, composta por 150 embalagens de alimentos desidratados, tinha o objetivo de manter a alimentação equilibrada e reduzir o peso da embarcação. O estudo do oceanógrafo Guilherme Camargo Lessa, da Universidade Federal da Bahia, aponta que as condições naturais, como vento e correntes, favoreceram a navegação na região, embora o esforço manual das remadas tenha sido fundamental para acelerar o trajeto. Ainda que as condições do mar fossem favoráveis, o desafio de permanecer por tanto tempo isolado no oceano foi uma prova de resistência física e mental.
O relato ainda não foi totalmente confirmado por todas as fontes, sobretudo sobre os detalhes da nova travessia feita em 2026, aguardando confirmações adicionais. O que se sabe até o momento é que tanto Amyr Klink quanto Raphael Garcia marcaram presença na história da navegação, mostrando que, mesmo com tecnologias limitadas ou avançadas, a resistência humana continua sendo um elemento crucial para atravessar os maiores oceanos do planeta.
O que sabemos?
- Amyr Klink chegou à Bahia após 100 dias de remada em 1984.
- A travessia de Amyr ocorreu sem GPS, usando sextante e alimentos desidratados.
- A distância percorrida foi de aproximadamente 7 mil quilômetros.
- Um navegador inspirado na história completou uma rota semelhante em 136 dias em 2026.
Fontes
- G1 imprensa





