Como os hinos nacionais se tornaram símbolo das identidades nacionais
Uma viagem histórica revela quando e por que surgiram os primeiros hinos nacionais e as exceções que ainda existem hoje
A tradição dos hinos nacionais nasceu no século 18 e ganhou força entre os séculos 19 e 20, quando países buscavam consolidar suas identidades. A França foi a pioneira oficializando seu hino em 1795, enquanto outros países, como a Inglaterra, ainda não têm um hino oficial.
Definir uma música oficial para representar um país é uma prática que, segundo uma ferramenta de inteligência artificial treinada pela redação da Editora Abril, ganhou força a partir do século 19 e início do século 20, quando novas nações começavam a se formar e buscarem uma identidade própria. Antes disso, apenas algumas monarquias já tinham como símbolo músicas para suas famílias reais, como era o caso da Inglaterra com a "God Save the King" ou "God Save the Queen", que surgiu em meados do século 18.
Interessante notar que, apesar da longa história dessa canção associada ao Reino Unido, a Inglaterra oficialmente não tem um hino nacional. Já a Espanha possui a "Marcha Real", composta em 1761, mas que só foi oficializada como hino em 1939, conforme explica a ferramenta. O primeiro país a decretar oficialmente um hino nacional, porém, foi a França, que em 1795 adotou "La Marseillaise" durante a Primeira República.
Nesse período, quando países emergiam ou modificavam seus regimes políticos, criar um hino era uma forma de promover união e patriotismo, consolidando símbolos que ajudavam a definir a identidade nacional. O século 20 viu esse fenômeno acelerar, impulsionado pelo crescimento de competições esportivas internacionais, como as Olimpíadas, onde a música do hino do país vencedor passou a ser tocada como forma de honra.
Até hoje, alguns países mantêm particularidades nesse aspecto. A Finlândia, por exemplo, e a já mencionada Inglaterra, continuam sem um hino nacional oficial, ou ainda contam com mais de uma opção de canção para esse fim. Isso mostra que, embora tradicional e bastante difundida, a adoção de um hino nacional não é obrigatória nem unânime, refletindo a diversidade cultural e política de cada nação.
Portanto, a história dos hinos nacionais é mais que musicalidade: ela é um elemento fundamental para entender como as nações interpretam e expressam sua própria identidade, à medida que buscam se afirmar historicamente e socialmente no palco mundial.
O que sabemos?
- A tradição de definir um hino nacional ganhou força no século 19 e início do século 20.
- A "God Save the King/Queen" surgiu no século 18 e está associada à Inglaterra, que não tem hino oficial.
- A Espanha oficializou a "Marcha Real" como hino em 1939, embora tenha origens em 1761.
- A França foi o primeiro país a decretar um hino oficial, "La Marseillaise", em 1795.
O que ainda não foi confirmado?
- Informação divulgada apenas pela Superinteressante; aguardando outras fontes.
Fontes
- Superinteressante fonte especializada

