A história da franja: do Antigo Egito às tendências atuais
Origem, evolução e significado do corte que nunca sai de moda
A franja, também conhecida como flequillo, tem raízes antigas e um papel cultural que vai além da estética. Sua origem remonta ao Antigo Egito, e várias décadas marcaram sua transformação na moda.
Você já parou para pensar de onde vem a famosa franja, aquele corte que atravessa a testa e transforma o visual de muitos? Segundo estudos divulgados pela CNN Brasil, a origem do termo e do estilo está ligada à palavra latina “floccus”, que descrevia fios soltos ou pedaços de tecido. Com o passar do tempo, a palavra passou a ser usada para designar os fios de cabelo cortados na altura da testa, dando origem ao que conhecemos hoje como franja.
Curiosamente, a história do corte remonta ao Antigo Egito, onde membros das elites utilizavam perucas retas com franjas, não apenas como uma questão de beleza, mas também como símbolo de status social e proteção contra o sol. O estilo também foi comum na Grécia e em Roma antigas, onde o cabelo tinha um papel importante para transmitir conceitos de ordem e distinção social. Séculos depois, elites europeias continuaram a usar a franja como símbolo de sua posição, como demonstram retratos do rei Fernando II de Aragão ou da rainha Alexandra da Dinamarca, que popularizou a versão curta e cacheada batizada de “flequillo Alexandra”.
Na década de 1920, a franja ganhou uma nova dimensão ao fazer parte do visual das mulheres chamadas flappers, que romperam com os padrões tradicionais de moda da época. Essas mulheres usavam cabelo curto no estilo bob, com uma franja reta e volumosa. Artistas como Anna May Wong e Louise Brooks ajudaram a popularizar o visual. Nos anos 1950, nomes de peso como Audrey Hepburn e Brigitte Bardot trouxeram a franja de volta às tendências, a primeira consolidando um estilo clássico e a segunda adotando o corte cortina, que também virou símbolo de moda. A partir daí, o corte passou por diversos momentos de destaque, incluindo os anos 1990, quando estrelas como Meg Ryan, Cameron Diaz e as Olsen também retomaram a preferência pelo visual.
Hoje, a franja aparece em múltiplos formatos, desde linhas retas até estilos desfiados, laterais ou cortina. No Japão, por exemplo, o hime cut, que às vezes incorpora uma microfranja, possui significados próprios ligados à cultura e estética locais. Mais do que uma simples mudança de cabelo, ela virou uma forma de autoexpressão, carregando elementos de identidade, status e tendências de cada época. De acordo com a historiadora de cabelo Rachael Gibson, o cabelo, especialmente a franja, reflete diversas facetas do indivíduo, indo além da estética.
Apesar de sua longa história e constantes reinterpretações, a origem do termo e do estilo ainda despertam curiosidade. A CNN Brasil ainda não confirmou oficialmente outras fontes sobre o assunto, mas é certo que a franja, que conquistou gerações, continua a ser um símbolo de expressão pessoal e transformação visual ao longo dos séculos.
O que sabemos?
- A origem do termo 'franja' está ligada à palavra latina 'floccus'.
- No Antigo Egito, as elites usavam perucas com franjas como símbolo de status.
- A franja ganhou destaque na moda na década de 1920 com o estilo bob das flappers.
- Celebridades como Audrey Hepburn e Brigitte Bardot popularizaram a franja na década de 1950.
- Na cultura japonesa, o hime cut, que pode incluir uma microfranja, possui significados próprios.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





