Curiosidades

Mistérios envolvem as joias perdidas da dinastia Romanov

Em apuração ?

História de roubos, saques e dispersão de tesouros imperiais russos ainda provoca dúvidas

Imagem ilustrativa de joias antigas e relíquias imperiais
Imagem: Aventuras na História

A coleção de joias e objetos do império Russo, testemunho de uma linhagem que governou até 1917, está envolta em mistérios sobre seu destino após a Revolução Bolchevique.

A história da riqueza e do poder dos Romanov, última dinastia imperial da Rússia, é marcada por capítulos de riqueza estrondosa e, posteriormente, de mistérios e desaparecimentos. Segundo fontes que investigam o tema, os tesouros acumulados pelos monarcas desde o século 17, durante o reinado de Pedro, o Grande, sofreram uma série de roubos, contrabandos e dispersões ao longo do século 20, deixando detalhes apenas parcialmente esclarecidos.

Uma das peças mais emblemáticas desse acervo é o diamante Orlov, considerado um símbolo da opulência imperial. Além dele, a coleção incluía a Grande Coroa Imperial, além de vastos conjuntos de rubis, safiras, pérolas e outros diamantes. Após a abdicação do czar Nicolau II em 1917, o destino dessas joias tornou-se ainda mais incerto, pois a família Romanov foi levada pelo governo bolchevique para uma casa de privação em Ecaterimburgo, onde foram mortos em 16 de julho de 1918. De acordo com relatos, durante essa execução brutal, foram descobertos diamantes e outras pedras preciosas escondidos sob as roupas das jovens grá-duquesas Anastasia e Tatiana, além de pérolas na cintura da czarina Aleksandra e gemas no vestuário do czarevich Alexei.

O assassinato, considerado uma das etapas finais do episódio russo, deixou em aberto o paradeiro de muitas joias ocultadas na prisão e de itens que faziam parte da coleção oficial do Estado. Segundo publicação de uma fonte especializada, a divisão formal do acervo imperial aconteceu em 1719, quando Pedro, o Grande, criou uma separação entre bens pessoais e do Estado, com as joias do Estado sendo mantidas na chamada ‘Sala dos Diamantes’. Essas joias deveriam ser preservadas e doadas por monarcas seguintes ao repositório público, sendo proibida sua venda.

O início do século XX, marcado pela Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa, acelerou o desaparecimento dessas peças. Em 1914, cerca de 773 joias, insígnias reais e objetos de ouro foram transferidos para o Kremlin, na tentativa de protegê-los da instabilidade. Com a derrota do regime czarista, o governo soviético passou a confiscar, rastrear e, muitas vezes, vender essas joias para financiar sua causa. Em relatos ainda não confirmados oficialmente, há registros de apreensão de peças avaliadas em 350 mil rublos, feitas por agentes em Nova York, pertencentes à filha mais nova do imperador Alexandre III. Ainda assim, o paradeiro de grande parte do acervo permanece desconhecido, alimentando especulações e investigações até hoje.

Segundo o que ainda não foi confirmado por fontes oficiais, o desaparecimento e as roubos das joias continuam a representar um mistério histórico, estimulando estudos e casos de contrabando de relíquias reais. Como consequência, muitas dessas peças podem estar espalhadas por cofres e coleções particulares em diversos países, uma suspeita que ainda aguarda confirmação definitiva. É fato que a história dessas joias remete não só à decadência de uma dinastia, mas também às ambiguidades de um passado que ainda provoca debates na Rússia e no mundo, entre relíquias de ouro e pedras preciosas desaparecidas.

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O que sabemos?

  • As joias da coleção Romanov incluem o diamante Orlov, a Grande Coroa Imperial, rubis, safiras e pérolas.
  • Após a abdicação de Nicolau II, em 1917, os membros da família foram executados em 1918, no cárcere de Ecaterimburgo, com joias escondidas por eles.
  • O governo soviético transferiu peças de joalheria para o Kremlin até 1914, protegendo parte do acervo em tempo de guerra.
  • Relatos indicam que agentes em Nova York apreenderam joias pertencentes à filha mais nova do imperador russo, avaliadas em 350 mil rublos.
  • O paradeiro de muitos itens históricos permanece incerto até hoje.

Fontes

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