Ciência

Tecnologia brasileira usa realidade virtual para prevenir quedas em idosos

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Plataforma desenvolvida na UMC simula desequilíbrios e analisa em tempo real respostas do corpo para tratamentos personalizados

Uma inovação tecnológica criada por pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes combina sensores, jogos interativos e realidade virtual para melhorar a avaliação do risco de quedas em idosos, um problema que atinge 25% dessa população em áreas urbanas.

Uma plataforma inovadora que utiliza sensores, jogos interativos e realidade virtual foi criada por pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) para aumentar a precisão na avaliação do risco de quedas em idosos. Ao simular situações reais de desequilíbrio, essa tecnologia analisa em tempo real como o cérebro, os músculos e o corpo reagem, permitindo orientar tratamentos personalizados. A plataforma está prestes a chegar ao mercado através da startup Kerygma Technology, incubada na própria universidade, após mais de dez anos de pesquisa e apoio da FAPESP.

O problema das quedas em idosos é grave e crescente. Conforme dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), financiado pelo Ministério da Saúde, 25% da população idosa que vive em áreas urbanas já sofreu pelo menos uma queda. O percentual aumenta para quatro em cada dez pessoas com mais de 80 anos, que se acidentam anualmente. As consequências vão além de fraturas e internações: a perda da independência e o medo de caminhar levam frequentemente ao isolamento social, prejudicando a qualidade de vida dessas pessoas.

Daniela Cristina Carvalho de Abreu, fisioterapeuta especialista em gerontologia e professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (FMRP-USP), alerta para o equívoco social atual. "Hoje entendemos a queda como um evento sentinela. Quando ela acontece, muito provavelmente várias alterações já vinham ocorrendo", explica. Segundo ela, a queda não deve ser encarada como algo normal do envelhecimento, e sim como um sinal de que o corpo já vem passando por mudanças que exigem atenção.

O desenvolvimento da tecnologia teve início com estudos apoiados pela FAPESP na linha de Auxílio à Pesquisa, passando pela criação de um protótipo na linha de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). Agora, a solução da UMC chega a um estágio comercial graças à incubação da startup Kerygma Technology, que pretende levar essa inovação ao mercado para ajudar profissionais de saúde a identificar precocemente o risco de quedas e oferecer tratamentos personalizados para cada paciente.

Com a combinação de sensores que captam movimentos, jogos que estimulam o equilíbrio e ambiente de realidade virtual que simula diferentes cenários, a plataforma transforma a avaliação do risco de queda em uma experiência interativa e precisa. O investimento em tecnologia nacional representa um avanço importante na prevenção de um problema que é uma das principais causas de internação, perda de autonomia e morte entre os idosos.

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O que sabemos?

  • Plataforma desenvolvida pela Universidade de Mogi das Cruzes usa sensores, jogos interativos e realidade virtual para prevenir quedas em idosos.
  • Projeto contou com mais de dez anos de pesquisa e apoio da FAPESP, incluindo linhas Auxílio à Pesquisa e PIPE.
  • Segundo ELSI-Brasil, 25% dos idosos urbanos sofrem quedas; entre maiores de 80 anos, esse número sobe para 40%.
  • Quedas levam a fraturas, hospitalizações, perda de independência e isolamento social.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas por Revista Pesquisa FAPESP; aguardando outras fontes.

Fontes

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