Após sua transformação digital, TBCA busca novos apoios financeiros para garantir continuidade
Base de alimentos da USP amplia alcance e complexidade, visando fortalecer pesquisa e saúde pública no Brasil
A Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, que virou um ecossistema digital, enfrenta agora a necessidade de novos recursos para se manter atualizada e acessível a pesquisadores e instituições nacionais e internacionais.
Segundo a Agência FAPESP, a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), mantida pela Universidade de São Paulo (USP), passou a integrar um verdadeiro ecossistema digital voltado à pesquisa, saúde pública e inovação. Desde sua criação, em 1998, a base de dados cresceu consideravelmente, atualmente contemplando 6.182 alimentos e ingredientes, com uma média de 3 mil acessos diários e aproximadamente 600 mil usuários por ano, incluindo pessoas de outros países. Essa evolução acompanha uma transformação importante: a TBCA deixou de ser apenas uma simples tabela de dados para se tornar uma plataforma integrada de ferramentas, metodologias e aplicações.
De acordo com a fonte, a mudança ocorreu depois que a base foi incorporada ao Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) em 2013, quando passou a suportar uma série de inovações e a ser reformulada, expandida e conectada a novas aplicações, consolidando-se como um banco de dados mais orgânico e rico em informações. Uma das responsáveis por essa evolução, a pesquisadora Eliana Bistriche Giuntini, destacou que sua avaliação da qualidade dos dados não se limita à coleta, mas inclui todo um processo de documentação, como a origem dos dados, métodos analíticos utilizados e critérios de validação — aspectos essenciais para garantir a confiabilidade das informações, que podem vir de análises laboratoriais ou publicações científicas.
Kristy Soraya Coelho, também pesquisadora do FoRC, explicou que a TBCA agora gera produtos derivados, incluindo bases de dados específicas, manuais técnicos, aplicativos, ferramentas computacionais e metodologias adotadas em iniciativas latino-americanas. Essa ampliação buscou não apenas crescer em volume, mas também oferecer uma estrutura mais robusta e acessível para pesquisadores, gestores públicos e profissionais de saúde, que dependem desses dados para estudos e políticas públicas.
No entanto, apesar do sucesso e da relevância, a plataforma enfrenta o desafio de manter o acesso aberto, atualizado e sustentável a longo prazo. Segundo informações da agência, a equipe responsável está buscando alternativas de financiamento que garantam a continuidade dessas funcionalidades essenciais, uma vez que o projeto ainda não confirmou oficialmente fontes específicas de apoio. Ainda não há um anúncio preciso sobre quem pode contribuir ou quais mecanismos serão adotados para assegurar a manutenção e o crescimento da iniciativa, que é considerada uma infraestrutura científica fundamental para o Brasil.
Por ora, a expectativa é de que a TBCA continue evoluindo como uma ferramenta que vai além de uma planilha de dados, promovendo maior precisão, transparência e aplicação prática em saúde pública e pesquisa científica, e que, com novos parceiros, consiga ampliar seu impacto na promoção de uma alimentação mais saudável e na compreensão da composição de alimentos nacionais e internacionais.
O que sabemos?
- A TBCA deixou de ser apenas uma base de dados para se tornar um ecossistema digital.
- Contempla atualmente 6.182 alimentos e ingredientes.
- Recebe cerca de 3 mil acessos diários e tem 600 mil usuários anuais, incluindo estrangeiros.
- Passou por reformulação e expansão desde 2013, quando foi incorporada ao FoRC.
- Equipe busca novas fontes de financiamento para garantir sua sustentabilidade.
Fontes
- Agência FAPESP fonte oficial





