História de pesquisadora de genética que trabalhou por mais de 30 anos na USP é marcada por dedicação e despedida emocional
Orminda, que dedicou sua vida às drosófilas, faleceu aos 72 anos, deixando um legado de perseverança e cuidado
Orminda passou três décadas no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, realizando estudos detalhados com mosquinhas que contribuíram para a ciência brasileira. Sua vida foi marcada por amor, dedicação e uma trajetória que combina resistência e delicadeza.
A história de Orminda, uma pesquisadora que dedicou mais de 30 anos de sua vida às pesquisas de genética na Universidade de São Paulo, revela uma trajetória de paixão pelo microscópio e pelos pequenos insetos que ajudaram a moldar a ciência brasileira. Segundo informações da própria Folha de S.Paulo, ela passava horas diante de um microscópio, classificando minuciosamente moscas do tipo Drosophila melanogaster, famosas por sua rapidez de reprodução e por serem essenciais em estudos genéticos. Era comum ouvirmos que ela dizia: “Olha aqui como esses olhinhos são lindos. E essas asas, essas manchinhas? Não é a coisa mais linda do mundo?”.
Filha de uma costureira do interior do Ceará, Orminda nasceu com um talento especial para distinções sutis, o que a tornou uma especialista na identificação de diferenças quase invisíveis entre machos e fêmeas das mosquinhas, observando detalhes como asas, olhos, manchas e tamanhos. Seus esforços não passaram despercebidos: seu nome foi publicado em trabalhos do renomado cientista Crodowaldo Pavan e recebeu o apoio da Fundação Rockefeller, destacando o reconhecimento internacional às pesquisas brasileiras nas décadas de 1970 e 1980. Segundo fontes, ela tinha mãos de ouro, capazes de manipular as minúsculas criaturas com precisão e cuidado. Essa dedicação fez com que seu trabalho tivesse impacto relevante na área.
Apesar do sucesso, a vida de Orminda também teve fases difíceis. Na aposentadoria, uma demência progressiva começou a afetar suas habilidades motoras e sua capacidade de se comunicar. Ainda assim, ela nunca esteve sozinha: cercada pelo amor dos filhos, netos e familiares, foi se despedindo aos poucos, até descansar na última sexta-feira, dia 25 de setembro. Sua trajetória deixa lições de persistência, coragem, fé e perfeccionismo, características que ela carregou até seus últimos dias. Sua família conta que, na casa dos netos, as bananas permanecem maduras de propósito, como uma homenagem às mosquinhas que tanto amava, simbolizando a continuidade da vida onde ela concluiu sua jornada. Ainda não há confirmação oficial de detalhes adicionais sobre sua morte, uma vez que a fonte do relato é a própria Folha de S.Paulo, e o clube ou instituição responsável não se pronunciou até o momento.
O impacto de sua história vai além da ciência: mostra como o capricho na pesquisa, aliado ao amor pela vida e pela família, pode deixar um legado duradouro. Sua trajetória inspira não apenas os cientistas, mas todos que apreciam a dedicação e o cuidado em tarefas minuciosas e essenciais. A comunidade acadêmica ainda aguarda confirmações adicionais sobre sua vida e obra, enquanto celebra sua contribuição à ciência brasileira e ao entendimento da genética com delicadeza e perseverança.
O que sabemos?
- Orminda dedicou mais de 30 anos às pesquisas de genética na USP.
- Ela trabalhava com mosquinhas de pequena espécie, Drosophila melanogaster.
- Contribuiu para estudos que destacaram a genética brasileira nas décadas de 1970 e 1980.
- Ela faleceu aos 72 anos, no dia 25 de setembro, após uma doença progressiva.
- Seu trabalho foi reconhecido internacionalmente e apoiado pela Fundação Rockefeller.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





