Ciência

Como a rotação da Terra revela um espetáculo no céu do Observatório Paranal

Informações checadas ?

Imagens de trilhas de estrelas capturam o movimento imperceptível do planeta a 25 graus de latitude sul

No deserto chileno, uma série de exposições fotográficas revela as trilhas das estrelas em torno do polo celeste sul, evidenciando a rotação da Terra em alta velocidade. A cena também mostra um dos telescópios auxiliares do ESO, destacando o trabalho dos astrônomos em meio à imensidão do cosmos.

À primeira vista, a rotação da Terra pode parecer algo imperceptível no cotidiano. Porém, localizada no Observatório Paranal, no Chile, a cerca de 25 graus ao sul da linha do Equador, essa velocidade ultrapassa os 1.500 quilômetros por hora, superando até a velocidade do som ao nível do mar. Para tornar visível esse movimento, a NASA divulgou uma imagem impressionante composta por 300 exposições fotográficas consecutivas de 25 segundos cada, que registram as trilhas das estrelas desenhando arcos no céu noturno.

Segundo a explicação da NASA, essa técnica, realizada com uma câmera fixa em tripé, permite captar as trilhas estelares que giram em torno do polo celeste sul, que é a extensão do eixo de rotação da Terra para o espaço no hemisfério sul. As belas linhas concêntricas mostram de forma nítida esse movimento da Terra imerso na vastidão do cosmos, um fenômeno natural que é invisível a olho nu.

A foto, além de demonstrar esse fenômeno, destaca ainda um dos telescópios auxiliares atualmente operados pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), o AT 3, de 1,8 metro de diâmetro, que aparece sutilmente iluminado abaixo do polo celeste sul, reforçando a presença humana na observação remota do universo. O Paranal é um dos pontos-chave para a astronomia mundial, reunindo instrumentos que investigam os mistérios do espaço a partir do solo.

Essa composição é resultado de um processo digital chamado “empilhamento” (stacking), onde centenas de imagens são combinadas para destacar padrões e movimentos que um único disparo não conseguiria captar. Esse método é fundamental para mostrar o que chamamos de rotações estelares e para ajudar cientistas e entusiastas a visualizarem a dinâmica do céu noturno ao longo do tempo.

Vale lembrar, conforme divulgado pela NASA, que o site oficial do Astronomy Picture of the Day (APOD), onde essas imagens fascinantes são publicadas diariamente acompanhadas de explicações detalhadas por astrônomos, mudou seu endereço para science.nasa.gov/apod. Essa iniciativa reforça o compromisso da NASA em explorar o desconhecido no ar e no espaço, inovando para o benefício da humanidade e inspirando o mundo com descobertas.

Publicidade
AD · 300×250

O que sabemos?

  • A rotação da Terra ao nível do Observatório Paranal é de mais de 1.500 km/h.
  • A imagem foi composta por 300 exposições sucessivas de 25 segundos.
  • O polo celeste sul corresponde à extensão do eixo de rotação da Terra no hemisfério sul.
  • O telescópio AT 3, de 1,8 metro, aparece na imagem e está em operação no Observatório Paranal.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas por NASA; aguardando outras fontes.

Fontes

Publicidade
AD · 728×90