Brasil ganha destaque em premiação internacional por reportagem sobre terras-raras
Matéria da Pesquisa FAPESP revela investimentos brasileiros para dominar o ciclo produtivo de elementos essenciais à transição energética
Reportagem assinada por Frances Jones e Yuri Vasconcelos conquistou o terceiro lugar no Prêmio Impa de Jornalismo, que reconhece a excelência na divulgação científica no país.
O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) anunciou nesta terça-feira (25) os vencedores da 9ª edição do Prêmio Impa de Jornalismo, que destaca as melhores reportagens sobre matemática e ciência publicadas no Brasil. Entre os premiados, a revista Pesquisa FAPESP conquistou o terceiro lugar na categoria Divulgação Científica com a matéria “Brasil investe em pesquisa para dominar o ciclo produtivo das terras-raras e dos superímãs”, assinada por Frances Jones e Yuri Vasconcelos.
A reportagem premiada aborda os esforços de pesquisadores, universidades e empresas brasileiras para desenvolver todo o processo de exploração e processamento das terras-raras, um grupo de elementos químicos fundamentais para a fabricação de superímãs. Esses superímãs são componentes essenciais para tecnologias ligadas à transição energética, como turbinas eólicas e veículos elétricos. Segundo a matéria, o Brasil possui uma das maiores reservas conhecidas desses elementos no mundo, o que coloca o país em uma posição estratégica para atuar nesse mercado.
Além de evidenciar a importância científica e tecnológica do tema, Jones e Vasconcelos destacam as parcerias e investimentos realizados para garantir que o Brasil não dependa exclusivamente de importações na cadeia produtiva das terras-raras e superímãs. O reconhecimento do Impa valoriza essa pauta que une inovação, sustentabilidade e potencial econômico.
Na mesma categoria, o primeiro lugar ficou com Maria Clara Rossini, da revista Superinteressante, pelo texto “A vida através do espelho”, que explora a quiralidade, uma propriedade de objetos que não se sobrepõem à sua imagem refletida, e suas aplicações na física, química e biologia. O segundo lugar foi concedido a Ed Wanderley, da Agência Pública, pela série documental em áudio intitulada “A Última Bolacha”.
Na categoria Matemática, a vencedora foi Catalina Leite, do jornal O Povo (CE), com a reportagem “Além dos números: como a matemática constrói a gramática do Universo”. Um destaque importante desta edição é a participação feminina, com nove mulheres autoras premiadas, marca inédita que confirma a representatividade crescente das profissionais de jornalismo científico no país, entre elas Frances Jones.
O Prêmio Impa de Jornalismo, celebrado anualmente, contribui para a valorização e disseminação de conteúdos que aproximam o público geral dos avanços e debates científicos, incentivando o jornalismo de qualidade e o olhar atento para temas complexos que impactam a sociedade.
O que sabemos?
- A reportagem de Pesquisa FAPESP ganhou o terceiro lugar na categoria Divulgação Científica do Prêmio Impa de Jornalismo 2024.
- O texto aborda a pesquisa brasileira para dominar o ciclo produtivo das terras-raras e superímãs, importantes para a transição energética.
- O Brasil tem uma das maiores reservas mundiais desses elementos.
- Pela primeira vez, mulheres foram maioria entre as premiadas nesta edição do prêmio.
O que ainda não foi confirmado?
- Informação divulgada apenas por Revista Pesquisa FAPESP; aguardando outras fontes.
Fontes
- Revista Pesquisa FAPESP fonte oficial
