Descoberta de uma gigantesca cratera na Lua revela impacto raro de meteoro
Impacto em 2024 criou uma cratera maior que um campo de futebol, reforçando a vulnerabilidade lunar diante de fragmentos espaciais
Uma nova cratera foi detectada na Lua, com cerca de 222 metros de diâmetro, resultado de um impacto ocorrido na primavera de 2024, potencialmente causado por um meteoro de 9 a 21 metros. A descoberta, feita por astrônomos através de imagens da missão Lunar Reconnaissance Orbiter, traz novas perspectivas sobre a frequência de impactos na superfície lunar e suas implicações para futuras missões humanas ao satélite.
Em uma descoberta que despertou o interesse da comunidade científica, uma enorme cratera foi identificada na Lua, a partir de imagens obtidas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter, um satélite da NASA. Segundo fontes não oficiais, a cratera, batizada de McGetchin em homenagem a um cientista lunar, tem cerca de 222 metros de diâmetro — mais do que o dobro de um campo de futebol — e foi formada por um impacto ocorrido na primavera de 2024. Essa é considerada a maior cratera recente observada na Lua desde pelo menos 2009, e a sua análise sugere que o impacto tenha ocorrido por um objeto de 9 a 21 metros de diâmetro, atingindo a superfície lunar com alta velocidade. O impacto teria provocado uma explosão luminosa equivalente à detonação de 15.500 toneladas de TNT, uma força monumental que deixou uma marca definitiva na superfície lunar, situada próxima à borda do Mar das Crises, uma extensa área de lava solidificada no extremo leste da Lua.
A descoberta foi anunciada por dois estudos publicados na revista Science Advances na semana passada. Segundo os autores, ao comparar imagens anteriores e mais recentes da mesma região, foi possível detectar sinais claros de um evento de impacto deste porte, o que reforça a ideia de que impactos de tamanha magnitude, embora raros, ainda acontecem na Lua. Especialistas como Nicholas Schmerr, geofísico da Universidade de Maryland, destacaram que trata-se de uma ocorrência “monstruosa, pelo menos para os padrões atuais”.
A importância dessa descoberta está relacionada ao papel da Lua como um campo de batalha cósmico, que sofre constantemente o impacto de asteroides e fragmentos de cometas. Diferente da Terra, que possui uma atmosfera capaz de queimar objetos de até cerca de 9 metros de diâmetro, a superfície lunar não tem essa proteção, ficando vulnerável a fragmentos de qualquer tamanho. Muitas vezes, ela é atingida por estágios de foguete já descartados ou por pedaços de rocha espacial, fenômenos que podem gerar efeitos visíveis, como breves clarões observados por satélites, telescópios e até astronautas durante missões, incluindo a Artemis 2.
Segundo ainda não confirmado oficialmente, essa ameaça constante reforça a necessidade de monitorar a frequência de impacto na Lua, especialmente considerando que potencias futuras bases humanas serão instaladas no pólo sul do satélite, com planos de várias nações, como os Estados Unidos e a China, de estabelecerem habitats permanentes lá na década de 2030. Ainda não se sabe ao certo se o impacto que criou essa cratera foi causado por um meteoro ou fragmento de cometa especificamente, mas a sua magnitude serve de alerta para o risco que o ambiente espacial ainda representa para missões espaciais e possíveis colonizações.
Seja como for, a constatação reforça a vulnerabilidade não apenas do satélite, mas também da Terra, que enfrenta impactos similares que, ao contrário da Lua, acabam sendo parcialmente mitigados pela atmosfera. A questão que permanece é: com que frequência esses fragmentos atingem corpos celestes como a Lua e a Terra? A resposta ainda é incerta, mas a descoberta da cratera McGetchin sinaliza que impactos dessa magnitude, embora raros, não são impossíveis e podem transformar a paisagem lunar de forma dramática ao longo do tempo.
O que sabemos?
- A cratera tem cerca de 222 metros de diâmetro.
- O impacto ocorreu na primavera de 2024.
- O objeto que causou a cratera tinha entre 9 e 21 metros de diâmetro.
- A explosão gerada foi comparável à de 15.500 toneladas de TNT.
- A cratera fica no Mar das Crises, no extremo leste da Lua.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





