Ciência

NASA testa novas tecnologias de escudos térmicos usando lixo espacial como cobaia

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Missão na Estação Espacial demonstra avanços na proteção de futuras tripulações e cargas em viagens a Marte e além

Cápsulas experimentais sendo ejetadas durante reentrada atmosférica na missão da NASA
Imagem: NASA

A NASA lançou uma experiência inédita para testar novos materiais de proteção contra altas temperaturas, aproveitando o retorno de uma nave cargueira da Estação Espacial Internacional. O projeto, desenvolvido com universidades e centros de pesquisa, promete revelar novas soluções para escudos térmicos de futuras missões interestelares.

De forma inusitada, a NASA está usando uma missão de carga da Estação Espacial Internacional para avançar na tecnologia de escudos térmicos, componentes essenciais para proteger astronautas e equipamentos durante reentras atmosféricas. Segundo informações divulgadas por fontes oficiais, uma nave de ressuprimento chamada Cygnus XL, da Northrop Grumman, carregou lixo e uma série de cápsulas experimentais ao se aproximar do fim de sua missão, com objetivo de realizar testes em reentrada na atmosfera terrestre.

Essas cápsulas, ao todo 12, foram criadas por estudantes da Universidade de Kentucky e contam com sensores que monitoram temperatura, pressão, movimento, campo magnético e luz durante a fase de reentrada. Quando a nave se desintegrar de forma planejada na atmosfera, esses pequenos dispositivos serão ejetados e começarão a coletar dados sobre o desempenho de diferentes materiais de proteção térmica. Segundo a NASA, os sinais emitidos por esses sensores serão transmitidos ao vivo para pesquisadores, permitindo uma análise detalhada das condições de cada material exposto às altas temperaturas do reentrée.

O objetivo do projeto, batizado de Kentucky Reentry Probe Experiment (KREPE-3), é experimentar novas tecnologias de escudos térmicos, incluindo materiais já utilizados em espaçonaves, como as tradicionais lâminas de cerâmica no estilo do escudo do shuttle, e inovações produzidas por impressão 3D a partir de um sistema de fabricação aditiva. Dentre as novidades está uma família de componentes denominada MERINO, composta por camadas de fibra de carbono e fenólico, que são mais flexíveis, fáceis de produzir e mais baratas que os materiais tradicionais. Esses componentes têm potencial especial para futuras missões a Marte, uma vez que a fina atmosfera do planeta vermelho reduz a carga térmica durante a reentrada, permitindo o uso de proteção mais leve.

A missão também inclui uma cápsula com formato de cone duplo, que combina uma ponta de tungstênio, vestida com camadas de fibra de carbono e plástico resistente ao calor, e uma segunda camada envolvida por MERINO. Segundo fontes da própria NASA, esse design foi pensado para validar modelos computacionais com dados reais de reentrada, contribuindo para o desenvolvimento de escudos térmicos mais eficientes e econômicos. Ainda não há confirmação de outras fontes ou equipes independentes sobre os resultados preliminares do experimento, que está em andamento e promete fornecer dados cruciais para futuras viagens espaciais de longa duração.

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O que sabemos?

  • NASA está testando novos materiais de escudos térmicos.
  • Cápsulas experimentais foram carregadas na missão de ressuprimento Cygnus XL.
  • O projeto envolve estudantes da Universidade de Kentucky e centros de pesquisa.
  • Materiais testados incluem tecnologias tradicionais e inovadoras como impressão 3D e fibras de carbono.
  • O objetivo é aprimorar a proteção em missões a Marte e além.

Fontes

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