NASA monitora o deslocamento do centro de massa da Terra com nova técnica de alta precisão
Estudo revela movimentos milimétricos do planeta causados pela redistribuição de água, gelo e ar
Uma equipe da NASA desenvolveu um método para medir com maior exatidão os pequenos movimentos do centro de massa da Terra, que variam devido às mudanças sazonais na distribuição de água, gelo e ar. Os resultados podem afetar cálculos de navegação e geodésia.
Segundo fontes da NASA, cientistas do Jet Propulsion Laboratory na Califórnia propuseram uma nova técnica para rastrear de forma extremamente precisa as oscilações do centro de massa da Terra, que se movem devido às alterações sazonais no peso de água, gelo e ar na superfície do planeta. Essas mudanças causam deslocamentos de frações de polegada em relação ao centro geométrico da Terra. Apesar de pequenas, essas movimentações são relevantes, pois o centro de massa é uma referência essencial para navegação por satélite e medições de elevação.
A equipe, liderada por Donald Argus, utilizou satélites em órbita baixa combinados a dados de GPS para aprimorar a precisão na localização do centro de massa. Segundo ele, "estamos agora estimando que o movimento do centro de massa da Terra ao longo do ano seja cerca de metade do que acreditávamos há oito anos". Ainda de acordo com o pesquisador, "nossos dados indicam que o peso da água e do ar que se deslocam entre os hemisférios é menor do que se pensava anteriormente". Esses movimentos, embora minúsculos, têm impacto direto na confiabilidade de sistemas de navegação modernos.
Embora já existissem métodos mediante satélites antigos lançados na década de 1970 e no começo dos anos 1990 — como os satélites Laser Geodynamics Satellites (LAGEOS 1 e 2), que funcionam como discos metálicos de cerca de 900 libras (408 kg) rastreados por laser ao redor do mundo —, a nova técnica melhora a precisão ao integrar dados de GPS com os orbitais e considerar de forma mais detalhada como o peso de água e gelo deformam a crosta terrestre. Felix Landerer, coautor do estudo, destacou que "esses movimentos parecem pequenos, mas o mundo depende de medições extremamente precisas para sua navegação".
A pesquisa foi publicada na Geophysical Journal International e reforça que o planeta, na sua dinâmica natural, não é uma esfera fixa, mas um corpo em constante oscilação devido às redistribuições de massa. Ainda não se confirmou oficialmente se outras instituições irão adotar essa metodologia, e o próprio estudo ainda é recente. Assim, o verdadeiro impacto dessa descoberta só será avaliado com o tempo. No momento, o que se sabe é que o avanço tecnológico pode aprimorar nossas medições e desenhos do planeta, ajudando a entender melhor sua complexidade em movimento.
O que sabemos?
- A nova técnica usa satélites e GPS para rastrear o centro de massa da Terra.
- Movimentos do centro de massa ocorrem por redistribuição de água, gelo e ar ao longo do ano.
- Movimentos são de frações de polegada, mas importantes para navegação.
- Estudo foi publicado na Geophysical Journal International.
- Pesquisadores estimam que o movimento seja metade do que se acreditava há oito anos.
Fontes
- NASA fonte oficial





