A maioria dos candidatos a governador não apresenta planos abrangentes para o saneamento, aponta estudo
Levantamento mostra que quase 80% dos postulantes não possuem projetos completos na área, especialmente no Brasil Central e na região Nordeste.
Estudo do Instituto Trata Brasil revela que poucos candidatos a governador oferecem planos detalhados de saneamento. Região Nordeste lidera, com maior número de propostas completas.
Um levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil revelou que cerca de 80% dos principais candidatos ao cargo de governador em várias regiões do Brasil ainda não apresentam planos abrangentes de saneamento básico, tema que exige atenção por seu impacto na saúde pública e no meio ambiente. Conforme a pesquisa, que analisou as campanhas de candidatos considerados mais competitivos, 49 dos 62 postulantes mais fortemente posicionados não possuem propostas completas para universalizar o acesso ao saneamento, além de enfrentarem desafios relacionados a investimentos, governança, regulação e metas claras.
Segundo o estudo, que considerou candidatos com maior probabilidade de chegar ao segundo turno, o Nordeste apresenta o maior número de candidatos com planos abrangentes, totalizando seis entre uma lista de vinte, o que equivale a aproximadamente 30%. Essa predominância pode indicar uma maior atenção à questão na região, embora o levantamento destaque que essa proporção ainda é baixa. Em seguida, aparecem o Sudeste, com dois candidatos entre nove, ou cerca de 22%; Norte, com três entre 17, aproximadamente 18%; Sul, com um entre seis, ou 17%; e Centro-Oeste, com um entre dez, cerca de 10%. É importante ressaltar que o instituto não revelou os nomes dos candidatos, priorizando sua imparcialidade.
Um dado considerado relevante foi que o estado de Pernambuco se destacou como o único em que os programas dos dois principais candidatos receberam a classificação máxima em relação ao planejamento de saneamento. Nas últimas pesquisas de intenção de voto, realizadas por instituições como Quaest e Datafolha, candidatos como Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) aparecem em vantagem frente aos demais postulantes. Ainda assim, a falta de planos detalhados de saneamento por parte de muitos candidatos reforça a preocupação com o avanço das políticas públicas nessa área, que envolve questões como ampliação da universalização, melhorias na governança, investimentos e metas concretas de curto e longo prazo.
Especialistas alertam que o saneamento básico é fundamental para a saúde pública e o desenvolvimento sustentável, e a ausência de projetos claros pode prejudicar as ações de governança e os investimentos necessários para melhorar as condições de vida da população. Como o estudo é baseado em campanhas ainda em andamento, ainda não se sabe se os candidatos vão detalhar suas propostas até o período eleitoral, mas o levantamento já aponta um panorama preocupante e a necessidade de maior preocupação com a questão. A relevância do tema torna-se ainda maior diante do gargalo na universalização do saneamento no Brasil, que permanece como uma das maiores barreiras para o progresso social e ambiental. Por enquanto, nenhuma das campanhas apresentou declarações oficiais em resposta aos dados do estudo.
O que sabemos?
- 49 dos 62 candidatos mais competitivos não têm planos abrangentes de saneamento.
- Nordeste possui a maior proporção de candidatos com planos completos, cerca de 30%.
- Pernambuco é o único estado onde os dois principais candidatos tiveram planos de saneamento classificados como máximos.
- Candidatos mais bem posicionados nas pesquisas por enquanto não divulgarem propostas detalhadas.
- O estudo analisou quatro eixos: universalização, investimentos, governança e metas.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





