Novo estudo sugere que Lua pode ter se formado em apenas cinco horas após colisão
Pesquisadores revisitam teoria de impacto gigante e destacam papel da temperatura dos corpos celestes
Simulações mostram que sujeira geológica e variação de temperatura afetam como material permanece após impacto entre Terra e Theia, abrindo duas hipóteses sobre origem da Lua.
Um estudo recente revisita uma das hipóteses mais aceitas sobre a formação da Lua e sugere que ela pode ter se formado inteira em aproximadamente cinco horas após o impacto de um corpo do tamanho de Marte, conhecido como Theia, contra a Terra ainda em formação. A novidade, segundo a pesquisa, que foi divulgada pelo portal Olhar Digital, é a incorporação da resistência geológica dos materiais envolvidos na colisão, especialmente considerando como essa propriedade varia conforme a temperatura dos corpos atingidos.
Os pesquisadores destacam que, antes, essa resistência dos materiais era tida como pouco relevante devido à enorme energia do impacto, mas o estudo mostrou que ela pode alterar significativamente o processo de formação lunar. A temperatura, especificamente, foi apontada como um dos principais fatores determinantes: corpos mais quentes são mais frágeis, enquanto os mais frios resistem melhor ao choque.
Assim, se a Terra e Theia estavam muito quentes no momento da colisão, o impacto provavelmente destrói Theia completamente, espalhando uma grande quantidade de detritos que formariam um disco em torno da Terra. Esse disco, por sua vez, se aglutina aos poucos até formar a Lua. Porém, em outros cenários — quando ambos estavam mais frios e, portanto, mais resistentes — uma Lua praticamente inteira poderia ter se formado diretamente do impacto.
"Dependendo de quão quentes a Terra e Theia estão antes da colisão, o impacto pode destruir Theia e produzir esse enorme disco de detritos que eventualmente forma a Lua", explicou a pesquisadora Denton ao Olhar Digital. Utilizando nas simulações os mesmos parâmetros dos primeiros modelos de formação da Lua, incluindo temperaturas internas equivalentes, a equipe observou que um corpo lunar intacto emergiu em um curto espaço de tempo, cerca de cinco horas após a colisão.
Até o momento, essa informação foi divulgada exclusivamente pelo Olhar Digital e ainda não foi confirmada por outras fontes nem pelo meio científico como um todo. O estudo não gerou divergências conhecidas, mas seu impacto na compreensão da origem lunar depende da validação futura desses resultados e da aceitação da comunidade acadêmica.
O que sabemos?
- Lua pode ter sido formada em até cinco horas após impacto com Theia
- Temperatura dos corpos envolvidos influencia resistência e resultado do impacto
- Cenários indicam formação a partir de disco de detritos ou captura de Lua inteira
- Estudo divulgado pelo Olhar Digital ainda não confirmado por outras fontes
Fontes
- Olhar Digital fonte especializada




