Ciência

Por que a camada de ozônio é vital para a vida na Terra

Em apuração ?

Conheça a função dessa fina faixa de gás na estratosfera e os impactos da sua degradação

Ilustração da camada de ozônio na estratosfera
Imagem: Olhar Digital

A camada de ozônio, situada entre 15 e 35 km de altitude, protege o planeta da radiação ultravioleta nociva do Sol, essencial para a saúde dos ecossistemas e dos seres humanos. Cientistas identificaram uma redução preocupante dessa camada na Antártida nos anos 1980, causada por poluentes industriais, colocando em risco o equilíbrio ambiental.

A camada de ozônio, um fino manto gasoso localizado na estratosfera entre 15 e 35 quilômetros de altitude, é uma barreira essencial para a vida na Terra. Segundo explicações do site Olhar Digital, embora estreita – ao ser comprimida na superfície teria apenas alguns milímetros de espessura – essa camada tem papel fundamental na proteção contra a radiação ultravioleta (UV) do Sol, especialmente dos tipos mais perigosos, chamados UV-B e UV-C.

Na atmosfera, o oxigênio que respiramos, formado por duas moléculas (O₂), sofre transformações quando exposto à radiação solar. Os raios quebram essas moléculas, liberando átomos que se juntam para formar ozônio (O₃), uma molécula formada por três átomos de oxigênio. Esse processo é contínuo e cíclico, com o ozônio absorvendo e sendo quebrado por radiação, consumindo a energia ultravioleta antes que ela alcance a superfície terrestre.

Essa absorção é crucial porque a radiação UV-B e UV-C podem danificar o DNA das células, causando problemas de saúde em seres humanos, como câncer de pele, e afetando profundamente outros ecossistemas. Um exemplo crítico destacado é o impacto no fitoplâncton – organismos microscópicos que vivem nos oceanos e produzem grande parte do oxigênio do planeta. A degradação do fitoplâncton por excesso de radiação altera a cadeia alimentar marinha e ameaça a estabilidade ambiental global.

Na década de 1980, pesquisadores observaram uma queda significativa na concentração de ozônio sobre a Antártida, fenômeno que a imprensa popularizou como “buraco na camada de ozônio”. Contudo, segundo as informações da fonte, esse “buraco” não é um furo verdadeiro, mas uma redução temporária e sazonada na densidade do ozônio nessa região. O principal culpado identificado foi o uso e a liberação de clorofluorcarbonos (CFCs), substâncias usadas em aerossóis, geladeiras e espumas industriais. Estes compostos sobem até a estratosfera e liberam átomos de cloro, que destroem o ozônio em reação em cadeia.

Esse histórico alerta para a importância de manter a camada de ozônio preservada, pois sua degradação compromete a proteção natural contra os danos da radiação ultravioleta, afetando desde a saúde humana até o equilíbrio dos ecossistemas marinhos e terrestres. A ciência continua monitorando essa camada, essencial para o equilíbrio da vida no planeta.

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O que sabemos?

  • A camada de ozônio fica na estratosfera, entre 15 e 35 km de altitude.
  • O ozônio absorve parte da radiação ultravioleta UV-B e quase toda UV-C do Sol.
  • Na década de 1980, foi detectada uma redução acentuada do ozônio sobre a Antártida, chamada de "buraco na camada de ozônio".
  • A degradação do ozônio foi causada por CFCs liberados por produtos industriais, que destroem o ozônio ao liberar cloro na estratosfera.

Fontes

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