Ciência

Hubble completa 200.000 órbitas ao redor da Terra e continua contribuindo para a astronomia

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Telescópio espacial da NASA marca mais um marco na sua história de 36 anos em operação

Imagem do telescópio Hubble em órbita ao redor da Terra com visual de galáxias e lentes gravitacionais
Imagem: NASA

O telescópio Hubble realizou sua 200.000ª órbita em 19 de setembro, após mais de 36 anos de funcionamento, e ainda fornece dados importantes para a ciência. Sua última observação revelou detalhes de uma supernova e do universo em expansão.

O telescópio espacial Hubble da NASA atingiu um marco significativo em sua história, completando oficialmente sua 200.000ª órbita ao redor da Terra em 19 de setembro, segundo informações divulgadas pela própria agência espacial. Com mais de 36 anos em operação, Hubble já percorreu mais de 5 bilhões de milhas (cerca de 8,05 bilhões de quilômetros) e realizou mais de 1,7 milhão de observações que ajudaram a revolucionar nossa compreensão do universo.

Entre as atividades feitas nesse dia, uma delas chamou atenção: uma observação de uma região do céu que já é considerada uma das maiores contribuições do telescópio, relacionada a uma supernova chamada Athena. Essa explosão de uma estrela foi descoberta pelo Telescópio James Webb, em 2025, e, segundo a fonte, ela deve reaparecer entre agora e o início de 2027. A expectativa é que o monitoramento da reaproximação de Athena possa ajudar os cientistas a entender melhor um fenômeno importante: a taxa de expansão do universo, que está relacionada à conhecida Constante de Hubble.

Segundo a fonte, a imagem capturada mostra um aglomerado de galáxias chamado MACS J0417, que funciona como uma lente gravitacional. Essa lente atua como uma espécie de lupa, dobrando e ampliando a luz de objetos que estão muito distantes atrás dela. Assim, o luz de uma supernova pode chegar até nós por diferentes caminhos, causando a reum aparecer da explosão várias vezes, com intervalos que podem chegar a meses ou até anos. O estudo dessas reaparções ajuda a mapear a massa do aglomerado, aprimorando modelos sobre a expansão do universo.

Apesar de ter sido lançado em 1990, o Hubble ainda é uma ferramenta altamente produtiva para os astrônomos, especialmente por sua capacidade de observar a luz em comprimentos de onda ultravioleta e visível, complementando outras missões como os telescópios James Webb e Roman. Segundo a NASA, a demanda por tempo de observação do Hubble é oito vezes maior do que o disponível a cada ano, o que demonstra seu valor contínuo para a pesquisa espacial. As observações feitas permanecem acessíveis em tempo real no site oficial da agência, ajudando cientistas a monitorar o cosmos de forma quase instantânea.

Embora muitas descobertas tenham sido reconhecidas ao longo das décadas, a agência ainda aguarda confirmações de outras possíveis novidades que possam vir a surgir com a continuidade do funcionamento do telescópio. Ainda não há confirmações oficiais sobre futuras missões ou mudanças, mas o que se sabe é que o Hubble, após quase quatro décadas, continua sendo um dos instrumentos mais importantes da astronomia mundial, expandindo nossa visão do universo a cada dia.

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O que sabemos?

  • Hubble completou sua 200.000ª órbita ao redor da Terra em setembro de 2023.
  • O telescópio tem mais de 36 anos de operação e já realizou mais de 1,7 milhão de observações.
  • A última observação detectou uma supernova chamada Athena, descoberta pelo James Webb.
  • A imagem mostra o aglomerado MACS J0417, que funciona como uma lente gravitacional.
  • A supernova Athena deve reaparecer entre agora e março de 2027, permitindo estudos sobre a expansão do universo.

Fontes

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