Fóssil revela que ancestral dos insetos tinha 24 patas e viveu há mais de 300 milhões de anos
Descoberta no Texas sugere que a evolução dos insetos pode ter sido mais complexa do que se pensava
Um fóssil de 324 milhões de anos foi encontrado nos Estados Unidos, trazendo insights inéditos sobre a origem dos insetos. A criatura primitiva possuía 24 membros, ao contrário do padrão atual de seis patas.
Uma descoberta surpreendente feita no Texas, nos Estados Unidos, está mudando a compreensão sobre a origem da anatomia dos insetos. Segundo publicação na revista científica Nature, um fóssil de aproximadamente 324 milhões de anos revelou uma criatura primitiva apelidada de Chosha praecursor, que apresentava nada menos que 24 patas. Essa constatação desafia o que se considera a regra comum para os insetos atuais, que possuem apenas seis patas, e lança luz sobre uma fase muito mais complexa na evolução desses seres.
O fóssil mede apenas 49 milímetros de comprimento e data do período Carbonífero, uma era que ocorreu antes do surgimento dos dinossauros. A análise detalhada feita pelos cientistas apontou que, ao contrário do que ocorre com os insetos modernos, apenas seis patas estavam destinadas à locomoção, localizadas no tórax. O diferencial estava na região do abdômen, onde segmentos entre o primeiro e o nono abrigavam apêndices que não se pareciam com patas comuns, mas sim pequenos remos. Segundo os especialistas, essas estruturas sugerem que a criatura tinha um hábito semiaquático, movimentando-se com facilidade na fronteira entre água e terra seca.
O estudo, ainda não confirmado oficialmente por outras fontes, indicou que a presença de membros no abdômen é uma característica que os antepassados dos insetos possuíam, mas que foi eliminada com o tempo à medida que esses animais migraram para ambientes terrestres. A teoria defendida pelos pesquisadores é que esses ancestrais, originários de antigos pancrustáceos, apresentavam apêndices ao longo de todo o corpo, uma adaptabilidade que facilitaram a passagem do ambiente aquático para o terrestre — uma mudança radical e fundamental na história evolutiva. A descoberta também reforça a ideia de que a configuração de seis patas é uma conquista posterior, resultado de um processo de adaptação e simplificação ao longo de milhões de anos.
O nome do fóssil, Chosha, tem origem na língua navajo, referindo-se a uma lenda na qual antigas criaturas semelhantes a insetos povoavam os primeiros territórios do planeta, trazendo um sentido histórico e simbólico à revelação. Essa peça do quebra-cabeça evolutivo evidencia que os primeiros insetos tinham uma estrutura muito mais primitiva e diversificada do que se imaginava até agora, mudando a narrativa sobre como esses animais receberam suas características atuais e destacando a complexidade do processo evolutivo. A descoberta, que aguarda confirmação por outras fontes, ainda poderá ajudar a entender melhor como a transição da água para a terra ocorreu de forma tão radical na história da vida na Terra.
O que sabemos?
- O fóssil tem cerca de 324 milhões de anos.
- Possuía 24 membros, com apenas seis destinados à locomoção.
- Estruturas no abdômen sugerem hábito semiaquático.
- Acredita-se que insetos ancestrais tinham apêndices ao longo do corpo.
- Mudanças evolutivas eliminaram as patas extras na adaptação ao terrestre.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





